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Jiadistas destroem templo em Palmira

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No passado dia 23 de agosto, membros do Daesh fizeram explodir também o templo de Baalshamin

JOSEPH EID/AFP/GETTY IMAGES / GETTY IMAGES

Militantes do Estado Islâmico fizeram explodir o templo de Baalsamin, na antiga cidade greco-romana de Palmira, na Síria. O ataque terá acontecido há um mês

Um dos mais antigos e bem preservados monumentos do complexo arqueológico de Palmira, o templo de Baalshamin (Deus do céu fenício), foi destruído pelos jiadistas do autodenominado Estado Islâmico (Daesh), confirmou este domingo o diretor de antiguidades e museus da Síria à agência France Press. “O Daesh colocou uma grande quantidade de explosivos no templo de Baalshamin para depois os detonar. Grande parte do edifício [o interior do templo e as colunas] ficou destruído”, lamentou Maamun Adbulkarim.

Apesar de a destruição apenas ter sido confirmada este domingo, o Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSHD), com sede em Londres, afirmou à BBC que o ataque ao templo terá acontecido há cerca de um mês. É a primeira vez que os jiadistas destroem monumentos em Palmira desde que tomaram, em maio deste ano, a cidade considerada Património da Humanidade pela UNESCO.

O ataque não surpreendeu Adbulkarim. “As nossas piores previsões confirmaram-se. Dissemos em repetidas ocasiões que a fase seguinte seria aterrorizar as pessoas e logo que pudessem, destruírem os templos”, afirmou o responsável sírio.

Segundo o diretor o grupo terrorista terá também iniciado escavações na cidade para tentar encontrar ouro e outros tesouros.

Recorde-se que, há cerca de uma semana, Khaled al-Assaad que chefiou durante mais de 50 anos o Departamento de Museus e Antiguidades de Palmira foi decapitado e o seu corpo exibido preso a uma das colunas romanas daquela cidade-museu.

Palmira é um autêntico oásis no meio do deserto, que começou a ser construído no ano 17 e foi mais tarde ampliado no ano 130 pelo imperador romano Adriano.