Siga-nos

Perfil

Expresso

Internacional

Coreia do Sul exige pedido de desculpas a Pyongyang

  • 333

A crise atual começou no início do mês, quando dois soldados sul-coreanos ficaram feridos nas explosões de minas terrestres que a Coreia do Sul atribui ao regime de Pyongyang

JUNG YEON-JE/ GETTY IMAGES

Enquanto prosseguem as negociações entre Seul e Pyongyang na tentativa de acalmar a tensão das últimas semanas, as duas Coreias insistem na troca de acusações. No Sul aumenta-se o som à propaganda e a Norte acena-se com a ameaça militar

A Presidente da Coreia do Sul, Park Geun-hye, exigiu esta segunda-feira que a Coreia do Norte peça desculpa pela recente explosão de três minas terrestres, cuja responsabilidade lhe atribui, ainda que Pyongyang o desminta.

Caso isso não aconteça, ameaça Park Geun-hye, os altifalantes que divulgam propaganda da Coreia do Sul continuarão a fazer-se ouvir na fronteira.

O regime de Pyongyang é acusado de ter desencadeado a atual crise com “atividades provocadoras”, estando os dois países em negociações, desde sábado, para tentar travar o clima de tensão. As reuniões decorrem em Panmunjom, onde foi assinado o cessar-fogo da guerra de 1950-1953.

A crise atual começou no início do mês, quando dois soldados sul-coreanos ficaram feridos nas explosões de minas terrestres, incidente que levou a Coreia do Sul a reativar, depois de 11 anos de silêncio, os altifalantes que divulgam mensagens de propaganda junto à fronteira.

Na passada quinta-feira a tensão agudizou-se, com Seul a acusar Pyongyang de disparar contra uma das suas unidades militares, lançando em resposta, três dezenas de rondas de artilharia.

Por seu turno, a Coreia do Norte insiste para que seja colocado um ponto final no que classifica como “guerra psicológica”, sublinhando estar a equacionar uma resposta militar.

A segunda ronda de negociações entre os dois países prossegue esta segunda-feira, depois de as partes não terem alcançado um acordo no encontro no sábado, que durou mais de dez horas. Não foram divulgadas informações oficiais sobre o desenrolar da reunião.

Participam no encontro, pelo lado sul-coreano, o diretor do Departamento de Segurança Nacional, Kim Kwan-jin, e o ministro da Unificação, Hong Yong-pyo. Já a Coreia do Norte faz-se representar por Hwang Pyong-so, vice-marechal do Exército Popular, e Kim Yang-gon, diretor do Departamento da Frente Unida do Partido dos Trabalhadores.

  • Coreia do Norte coloca tropas em “estado de quase-guerra”

    A tensão militar entre as duas Coreias volta a intensificar-se. Após bombardeamentos reciprocos terem ocorrido na quinta-feira junto à zona de fronteira, o líder da Coreia do Norte, Kim Jong Un, ameaça atacar o seu vizinho do sul, caso este não termine a emissão de mensagens contra o seu regime até sábado à tarde

  • Um fado coreano ou Canções do Norte

    Estreia esta quinta-feira o documentário da sul-coreana Soon-mi Yoo sobre a Coreia do Norte. Premiado em Locarno e em Lisboa, o filme entra agora em exibição comercial