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Varoufakis volta a atacar. “Para quê enviar tropas se podem enviar a troika a cada mês?”

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JEAN-PHILIPPE KSIAZEK / AFP / GETTY IMAGES

O ex-ministro das Finanças grego denunciou este domingo que, com o novo programa de resgate grego, a “primavera” que representou a chegada ao poder do Syriza foi esmagada “não por tanques, mas sim pela banca”. E volta a reforçar que não será candidato às eleições em nome do Syriza

O ex-ministro das Finanças da Grécia Yanis Varoufakis denunciou este domingo que, com o novo programa de resgate grego, a "primavera" que representou a chegada ao poder do Syriza foi esmagada "não por tanques, mas sim pela banca".

"Para quê enviar tropas, se podem enviar a 'troika' a cada mês?", questionou o ex-ministro sobre as pressões nas negociações durante o tempo que foi ministro, num discurso na Festa da Rosa de Fragny, organizada pela ala mais à esquerda do Partido Socialista Francês (PSF) e, em particular, pelo ex-ministro Arnaud Montebourg.

O ex-ministro grego denunciou ainda a falta de democracia do Eurogrupo e contou que o ministro alemão das Finanças, Wolfgang Schauble, insistia que eleições não poderiam forçar a uma mudança política. "Se as eleições não podem mudar nada, deveria ser escrito nos tratados da União Europeia", disse Varoufakis, acrescentando, com ironia, que havia proposto que se incluísse uma cláusula que dissesse que "a democracia ficaria suspensa".

Varufakis participou no evento de Fragny para lançar o que chamou de "uma rede europeia de progressiva", que tem como objetivo democratizar o funcionamento da União Europeia (UE). "Se os alemães, os franceses, os holandeses, os espanhóis tomassem consciência da ausência total de responsabilidade de seus dirigentes para com os eleitores, a inércia, despertariam e pediriam que as coisas fossem diferentes", argumentou numa entrevista ao diário "Le Journal du Dimanche".

Para Varoufakis, "há que relançar o diálogo e restabelecer o que se perdeu completamente, a democracia". O ex-ministro disse ainda que "não será candidato em nome do Syriza".