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Ataque ao TGV: El Kahzzani voltou em maio da Síria. Estava referenciado desde 2012

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PASCAL ROSSIGNOL / Reuters

Viveu em Espanha sete anos, legalizado. Daqui partiu para França e depois para a Síria onde combateu ao lado dos terroristas do Daesh. Voltou à Europa em maio, passando pela Turquia, Alemanha, França e Bélgica. Estava referenciado pelas autoridades desde 2012

Em março de 2014, as autoridades espanholas de luta contra o terrorismo avisaram as suas congéneres francesas de que Ayoub El Kahzzani, um marroquino de 26 anos, “muito radical e potencialmente perigoso” tinha cruzado a fronteira entre os dois países com o objetivo de fixar residência em França.

O jornal “El Pais” escreve também que El Kahzzani residiu legalmente no país vizinho, em Algeciras, e foi detido várias vezes por tráfico de droga. Fontes do Ministério do Interior afirmaram que as informações sobre a radicalização do marroquino foram enviadas para a “cooperação europeia em matéria de serviços jihadista”.

O “El Pais” lembra ainda que o autor do ataque no comboio TGV que fazia a ligação entre Amesterdão e Paris, estava referenciado desde 2012 como potencialmente perigoso: “em 2012, os serviços antiterroristas espanhóis incluiram seu nome na base do espaço Schengen”.

Depois de ter cruzado a fronteira francesa há mais de um ano, sabe-se que partiu deste país para a Síria para se juntar aos terroristas do grupo autodenomidado Estado Islâmico. “É aquilo que as polícias de todo o mundo defininem como combatente retornado”.

El Kahzzani regressou a França em maio deste ano. Tudo indica que “cruzou a fronteira da Síria com a Turquia, e que depois voou para a Alemanha. Daí, viajou para França e, mais recentemente, fixou-se na Bélgica, onde também tem família”.