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Vídeo com funcionário mexicano de Trump torna-se viral

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“Eu sei que posso perder o meu emprego apenas por falar de Trump, mas não me deixa orgulhoso ir trabalhar todos os dias sob o seu nome”, afirma Ricardo Aca, um mexicano de 24 anos que trabalha para o polémico candidato republicano e que há cerca de dez chegou ilegalmente aos EUA

Divulgado no Facebook na úlrima segunda-feira, o vídeo em que o imigrante mexicano Ricardo Aca procura desmontar os ataques lançados pelo patrão, Donald Trump, contra as pessoas vindas do seu país para os Estados Unidos, tornou-se viral, tendo sido partilhado mais de 32 mil vezes.

Atualmente com 24 anos, Ricardo Aca explica, no vídeo, que entrou nos Estados Unidos ilegalmente há cerca de uma década, acompanhado pelo padrasto, a mãe e a irmã, e que atualmente trabalha no restaurante do Trump SoHo Hotel, um dos trabalhos que mantém.

“Os republicanos pensam que os mexicanos são preguiçosos, mas pessoalmente tenho dois empregos, o meu padrasto tem dois empregos, tudo o que a minha família tem foi ganho com o trabalho”, afirma.

No vídeo de cerca de dois minutos e meio, segura num telemóvel onde é exibido o registo de uma das diversas declarações em que o milionário Donald Trump, candidato às primárias no Partido Republicano, lança ferozes ataque contra os imigrantes mexicanos: “Quando o México nos envia as suas pessoas, eles não nos enviam o seu melhor, enviam-nos pessoas com muitos problemas. Trazem drogas, trazem crime, são violadores”.

“Trump continua a falar destes imigrantes que fizeram coisas terríveis, mas esses não são os imigrantes que eu conheço, mas nós não somos assim”, responde Aca. O imigrante mexicano vive atualmente em Brooklyn. Diz que tem orgulho em ser mexicano, mas que a sua casa agora é em Nova Iorque, a cidade que adora e onde tem os seus amigos.

Entre os estudos que efetuou nos Estados Unidos, encontra-se uma formação em fotografia comercial. O vídeo colocado na internet insere-se numa série de pequenos registos documentais criados pela New Left Media (Media da Nova Esquerda).

O convite para a sua participação surgiu após ter decidido fazer um trabalho de fotografia com a imagem de outros imigrantes mexicanos contrariam a descrição do Trump, exibindo cartões com frases como “Eu não sou um violador”, “Eu não sou um traficante”.

“Eu sei que posso perder o meu emprego apenas por falar de Trump, mas não me deixa orgulhoso ir trabalhar todos os dias sob o seu nome”, desabafa Ricardo Aca. “Não posso votar, mas sim tirar fotografias e partilhar as imagens de pessoas como eu”.

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