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Já foi comparado a Schindler, mas é criticado por pagar ao Estado Islâmico pela libertação de escravas sexuais

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GETTY

Através do pagamento de resgates, um empresário do Canadá está a conseguir a libertação de mulheres e crianças detidas pelo grupo terrorista

Até agora e no total, o empresário canadiano Steve Maman já conseguiu comprar a libertação de 128 mulheres e crianças yazidis e cristãs detidas pelo autodenominado Estado Islâmico (Daesh), que as usava como escravas sexuais, mas o seu objetivo é libertar muitas mais, segundo refere o site de investigação Vocativ.

A ação de Maman é descrita num artigo que compara os seus atos aos de Schindler, que durante a II Guerra Mundial permitiu que milhares de judeus escapassem aos nazis. Mas a iniciativa do empresário está a suscitar diversas criticas, por canalizar verbas para o Daesh e pelo perigo de fomentar consequentemente ainda mais os raptos. Estima-se que cerca de 2700 mulheres e crianças yazidis e cristãs permaneçam reféns do Daesh.

A campanha deste canadiano começou entre membros de uma comunidade judaica de Montreal, mas ganhou entretanto a forma de uma “crowdfounding”, recolha de fundos pela internet, que até esta quinta-feira já havia reunido 450 mil euros, vindos de 2500 donativos de proveniências diversas.

O empresário diz que o objetivo é chegar aos 1,8 milhões de euros, acrescentando que o preço dos resgates oscila entre os 900 e os 2700 euros por cabeça. O negócio é feito através de intermediários no Curdistão iraquiano. As mulheres libertadas são levadas para campos de refugiados.