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Coreia do Norte coloca tropas em “estado de quase-guerra”

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KCNA/REUTERS

A tensão militar entre as duas Coreias volta a intensificar-se. Após bombardeamentos reciprocos terem ocorrido na quinta-feira junto à zona de fronteira, o líder da Coreia do Norte, Kim Jong Un, ameaça atacar o seu vizinho do sul, caso este não termine a emissão de mensagens contra o seu regime até sábado à tarde

O líder da Coreia do Norte, Kim Jong Un, declarou esta sexta-feira que as suas tropas da linha da frente foram colocadas num “estado de quase-guerra” e ameaça lançar “ataques indiscriminados” contra a Coreia do Sul, caso não parem até sábado à tarde as mensagens áudio de propaganda contra o seu regime, emitidas a partir da zona de fronteira. Pyongyang qualifica esse ato como “guerra psicológica”.

A ameaça ocorre 24 horas depois de ambos os países terem efetuado bombardeamentos recíprocos junto à zona de fronteira, que contudo não causaram vítimas.

A subida de tom nas ameaças lançadas pela Coreia do Norte é algo que tem ocorrido recorrentemente, mas está a gerar alguma preocupação, nomeadamente entre responsáveis políticos norte-americanos que estão a monitorizar a situação.

Os bombardeamentos desta quinta-feira ocorreram depois de a 4 de agosto soldados sul-coreanos terem ficado gravemente feridos devido ao rebentamento de minas, colocadas na zona desmilitarizada que separa os dois países. A Coreia do Sul acusou o país vizinho de ter colocado os explosivos, o que foi negado pelo regime de Pyongyang.

“A Coreia do Norte tem mais a ganhar com um teatro de conflito do que com um conflito real, que rapidamente iria expor a sua maior fraqueza”, afirma Jamie Metzl, especialista para o Conselho Atlântico em Nova Iorque, em declarações à CNN.

O conflito entre as duas Coreias de 1950-1953 nunca chegou a terminar oficialmente, tendo os dois países assinado apenas um armíticio e não um tratado de paz.

Em 2013, a Coreia do Norte anunciou ter entrado num “estado de guerra” com a Coreia do Sul, mas a declaração não deu lugar a um confronto militar.

Os Estados Unidos tem 28 mil militares colocados numa base na Coreia do Sul.