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Tsipras demite-se. “Sei que não alcançámos tudo o que prometemos, mas salvámos o país”

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YANNIS BEHRAKIS / POOL / Reuters

Primeiro-ministro grego falou ao país e anunciou o que já se esperava: demissão e eleições antecipadas, nas quais será candidato. “Há membros do meu partido que queriam regressar ao dracma”, disse Tsipras. Fonte governamental avançou à Reuters que 20 de setembro é a data provável das eleições - duas semanas antes das legislativas portuguesas

Foi pouco antes das 21h (19h em Portugal Continental) que Alexis Tsipras anunciou a sua demissão, numa declaração ao país transmitida pela televisão estatal grega, a ERT. “Apresento a todos a minha demissão. Serão agora os cidadãos gregos a decidir.”

Também na sua conta oficial do Twitter, o primeiro-ministro helénico deixou uma mensagem semelhante, após sete meses à frente do Governo.

“Sei que não alcançámos tudo aquilo que prometemos, mas salvámos o país”, justificou-se Alexis Tsipras, sublinhando que optou por “mudar o futuro do país”, governando-o de “uma maneira diferente”. E deixa uma garantia: a Europa “não é a mesma” desde que o Syriza chegou ao poder em janeiro deste ano.

O primeiro-ministro escreveu no Twitter que estes são “tempos difíceis” e que, por isso, é preciso “defender aquilo que interessa”: a Grécia e a democracia. É por esse motivo que vai “deixar o povo falar, mais uma vez” - e depois de no início de julho ter dado ao povo grego a oportunidade de votar a proposta apresentada pelos credores a Atenas. “Com o vosso voto, têm de decidir se fizémos a escolha certa.”

Na comunicação ao país, Tsipras também falou para dentro do Syriza: “Há membros do meu partido que queriam regressar ao dracma”. E coloca-se numa posição de moderador entre uma ala do Syriza que defendia o “Grexit” e os elementos da oposição que apoiavam as propostas dos credores, segundo sublinha o "The Guardian".

O primeiro-ministro demissionário não disse uma palavra sobre a data das legislativas, mas esta quinta-feira uma fonte governamental adiantou à Reuters que o dia mais provável será 20 de setembro - duas semanas antes das legislativas portuguesas.

Alexis Tsipras deverá agora ser substituído no Governo pela presidente do Supremo Tribunal grego, Vassiliki Thanou-Christophilou, que deverá supervisionar as eleições como chefe de um Executivo de transição.