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Tailândia considera “improvável” que atentado seja obra de grupo internacional

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Um oficial da polícia tailandesa inspeciona estátuas do templo hindu Erawan, em Banguecoque

NARONG SANGNAK / EPA

As autoridades locais suspeitam ainda que dez pessoas tenham estado envolvidas no atentado desta segunda-feira a um templo hindu em Banguecoque

“As agências de segurança chegaram à conclusão preliminar de que é improvável que este incidente esteja relacionado com terrorismo internacional”, afirmou esta quinta-feira um porta-voz do Conselho Nacional para a Ordem e Segurança da Tailândia, o coronel Winthai Suvaree. As autoridades nacionais estarão a cooperar com agências de países aliados e com a Interpol para encontrar os suspeitos.

Pelo menos dez pessoas são suspeitas de ter estado envolvidas no ataque ao templo hindu de Erawan, no centro de Banguecoque, que esta segunda-feira tirou a vida a 22 pessoas e provocou 123 feridos. A informação é avançada pelo chefe da polícia nacional Somyot Poompanmoung, que acrescenta ainda que o atentado demorou pelo menos um mês a ser preparado.

“Acredito que esta rede esteja relacionada com pessoas de dentro da Tailândia”, afirmou aos jornalistas o chefe da polícia, reforçando a convicção de que o ataque terá sido realizado “por uma rede”. Segundo ele, foram necessárias pessoas para a preparação de materiais e explosivos, para ‘bater’ os percursos, inspecionar o local, cobrir e cuidar do bombista e ainda pessoas que conhecessem rotas alternativas.

As autoridades não adiantaram, no entanto, qual terá sido o motivo do ataque, que continua por ser reivindicado.

Esta quarta-feira as autoridades tailandesas revelaram o retrato-robô daquele que se acredita ter detonado a bomba no templo de Erawan, alegadamente um jovem cidadão estrangeiro, de óculos e cabelo negro. A polícia oferece uma recompensa de um milhão de bahts (cerca de 25.400 euros) por qualquer informação que possa ajudar a encontrar o paradeiro do principal suspeito.