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Guiné-Bissau. PAIGC acusa Presidente de nomeação ilegal e anticonstitucional de novo PM

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O Presidente José Mário Vaz e o PAIGC não se entendem

SIA KAMBOU / AFP / Getty Images

Escolha do Presidente José Mário Vaz recaiu em Baciro Djá, ministro da Presidência do Conselho de Ministros do anterior governo

O Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC) considera ilegal e anticonstitucional a decisão do Presidente José Mário Vaz de nomear Baciro Djá para o cargo de primeiro-ministro. A nomeação de Djá foi tinha sido publicada em decreto presidencial, esta quinta-feira.

O decreto presidencial que nomeia Baciro Djá como novo primeiro-ministro da Guiné-Bissau

O decreto presidencial que nomeia Baciro Djá como novo primeiro-ministro da Guiné-Bissau

DR

Segundo o porta-voz do PAIGC, João Bernardo Vieira, citado pela agência Lusa, o partido vai ter uma posição “mais consistente” nas próximas horas, depois de uma reunião dos órgãos convocada pelo seu líder, Domingos Simões Pereira, primeiro-ministro demitido a 12 de agosto.

“O Presidente da República acaba de cometer mais uma ilegalidade ao nomear um amigo dele [Baciro Djá] para um cargo de alta responsabilidade, sem ser por indicação do PAIGC”, o partido mais votado nas últimas eleições e com maioria no Parlamento, observou João Bernardo Vieira à agência Lusa.

Domingos Simões Pereira afirmou que se irá pronunciar sobre a nomeação de Baciro Djá nas próximas horas.

Baciro Djá tinha sido ministro da Presidência do Conselho de Ministros do anterior Governo, até apresentar a demissão a 23 de junho, alegando uma “notória falta de confiança recíproca” entre ele próprio e o primeiro-ministro Domingos Simões Pereira.

Com a nomeação presidencial desta manhã, desconhece-se ainda se a mesma resulta do facto de Djá ter sido escolhido por ser terceiro vice-presidente do PAIGC ou no quadro de uma iniciativa pessoal de José Mário Vaz.