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Estado Islâmico decapita um dos maiores especialistas em antiguidades de Palmira

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Khaled al-Assaad chefiou durante mais de 50 anos o Departamento de Museus e Antiguidades de Palmira, a cidade-museu da Síria

JOSEPH EID / AFP / Getty Images

O corpo sem cabeça do antigo chefe do Departamento de Museus e Antiguidades de Palmira foi exibido preso a uma das colunas romanas da cidade-museu da Síria

Militantes do autodenominado Estado Islâmico (Daesh) decapitaram Khaled al-Assaad, um dos mais proeminentes especialistas em antiguidades de Palmira. Não contentes com esse ato bárbaro, prenderam depois o seu corpo a uma das colunas romanas da cidade-museu síria na terça-feira, segundo anunciaram esta quarta-feira os media estatais sírios e um grupo de ativismo.

Khaled al-Assaad, de 82 anos, foi o chefe do Departamento de Museus e Antiguidades de Palmira durante mais de 50 anos e estava reformado há 12. O Observatório Sírio para os Direitos Humanos indica que dezenas de pessoas juntaram-se numa praça fora da cidade, onde assistiram à decapitação. O seu corpo foi depois levado para Palmira e pendurado na coluna romana.

O Daesh acusara-o de ser leal ao regime sírio, nomeadamente por o representar em conferências no estrangeiro com “infiéis”. Al-Assad estava detido pelos jiadistas há cerca de um mês.

A agência de notícias SANA indicou que, após se ter reformado em 2003, Khaled al-Assaad continuou a trabalhar como especialista dentro da instituição que liderara.

A cidade foi tomada pelo Daesh em maio, levando a receios de que os jiadistas repetissem os atos de destruição de ruínas arqueológicas que cometeram no Iraque.

Até agora o património histórico de Palmira parece permanecer quase intacto, tendo ocorrido contudo a destruição da estátua de um leão datada do século II Depois de Cristo.

No início de julho, o Daesh divulgou um vídeo mostrando a execução levada a cabo num anfiteatro de Palmira de 20 soldados governamentais capturados.