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Governo grego alivia medidas de controlo de capitais

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YIANNIS KOURTOGLOU / Reuters

Grécia altera regra de controlo de capitais: pode agora transferir-se para fora do país até 500 euros por mês e as famílias com filhos no estrangeiro podem enviar até 8000 para cobirir despesas de educação

O Governo grego alterou as regras do controlo de capitais, em vigor desde 29 de junho, podendo agora os cidadãos transferir até 500 euros por mês para fora do país.

A notícia está a ser avançada pela edição online do jornal helénico “Kathimerini”, que refere que o executivo publicou na segunda-feira à noite sete alterações às restrições impostas sobre a circulação de capitais na Grécia.

De acordo com a legislação, os cidadãos podem agora fazer transferências internacionais de até 500 euros por mês e as famílias com filhos a estudar fora do país podem também enviar até 8000 euros para cobrir as respetivas despesas de educação (o limite anterior era de 5000 euros).

Além disso, os gregos já podem abrir contas bancárias, o que também não era possível desde o final de junho, mas apenas para pagar contas ou empréstimos. No entanto, não vai ser possível levantarem dinheiro destas contas.

A 29 de junho foi publicado um decreto que determinou que os bancos da Grécia permaneceriam encerrados até 6 de julho, dia seguinte ao referendo sobre o programa de resgate. No entanto, os bancos só voltaram a abrir a 20 de julho.

Com o encerramento dos bancos e a imposição do controlo de capitais, foi imposto à população como limite máximo diário de levantamento 60 euros por dia, uma medida que não incluiu os turistas ou pessoas com contas no estrangeiro.

  • “Eu nunca levantei 60 euros por dia – 60 euros é o que tenho numa semana”

    “Que economia é que pode funcionar sem os seus bancos?”, perguntava um grego esta segunda-feira de manhã. Foi o primeiro dia da “nova” Grécia: depois de quase um mês com os bancos fechados, o acordo assinado com os credores facilitou a reabertura das instituições financeiras no arranque desta semana. O controlo de capitais mantém-se, mas com maior folga - e os relatos continuam a ser imprevisíveis, como aquele que está ali no título. É que na “nova” Grécia os bancos reabriram, mas os preços subiram e as dificuldades permanecem