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Banguecoque. Autoridades perto de descobrir os autores do atentado

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Autoridades afirmam que o ataque não tem a marca distintiva dos habitualmente levados a cabo pelos separatistas do sul

NARONG SANGNAK/ EPA

Depois de o ministro da Defesa da Tailândia ter confirmado a existência de “suspeitos”, a polícia adianta que os vídeos de segurança permitiram identificar quem fez detonar a bomba no santuário. Não se sabe o seu nome, mas vestia uma t-shirt amarela

As autoridades tailandesas estão próximas de descobrir os autores do atentado que, na segunda-feira, matou 22 pessoas e feriu 123 no templo hindu de Erawan, em Banguecoque.

Segundo o ministro da Defesa, há suspeitos, “não muitos”, e dados que permitem “ter mais claro” quem fez explodir a bomba. “Mas por agora não posso revelar”, afirmou Prawit Wongsuwan.

O atentado continua, por enquanto, sem ter sido reivindicado. Depois de o santuário ter sido evacuado por razões de segurança e de toda a área ter sido inspecionada para a recolha de elementos de investigação, a polícia concentrou-se também nos vídeos captados pelas câmaras de segurança. Um indivíduo suspeito foi detetado numa das gravações, começaram por dizer as autoridades, que mais tarde precisaram que o homem vestia uma t-shirt amarela e usava mochila.

O ministro dos Negócios Estrangeiros da Tailândia acrescentou, porém, que “é muito cedo para determinar os motivos do ataque ou quem são os seus autores”.

Desde maio de 2014 que a Tailândia é governada por uma junta militar, que assumiu o poder depois de meses de violentos protestos contra o ex-Governo eleito.

O país, uma monarquia, continua tenso e profundamente dividido, com focos de violência sobretudo a partir do sul, com origem em separatistas muçulmanos. Estes foram a primeira hipótese considerada após o registo da explosão, ainda que depressa tenha sido divulgado que as características deste atentado fogem ao ‘modus operandi’ desses rebeldes.

Quanto às vítimas mortais, a polícia tailandesa informou que o balanço inclui oito estrangeiros: duas pessoas oriundas da China, duas de Hong Kong, duas da Malásia, uma da Indonésia e uma de Singapura.

O templo Erawan, onde uma bomba explodiu cerca das 19h na segunda-feira, fica no coração da capital tailandesa, junto ao hotel de cinco estrelas Grand Hyatt Erawan, rodeado de vários outros hotéis e lojas que atraem milhares de visitantes diariamente.