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Trump quer muro e deportações contra a imigração ilegal

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Donald Trump tem-se mantido muito ativo na campanha de rua que está a fazer pelos Estados Unidos

JIM YOUNG / Reuters

Depois de ter acusado o México de exportar criminosos e violadores, o candidato republicano às presidenciais volta a carga com a questão da imigração ilegal. Propõe a construção de um muro financiado pelo aumento de vistos e a revogação da legislação sobre nascimento e cidadania

Se for eleito em 2016, Donald Trump vai aumentar o preço dos vistos e cartões de entrada nos Estados Unidos a partir do México, para financiar a construção de mais um muro na fronteira sul do país.

“Uma nação sem fronteiras não é uma nação” foi a declaração publicada domingo no site da candidatura de Trump, pouco depois de o candidato ter dito que quer deportar todos os imigrante ilegais. O “staff” do milionário sistematizou assim o que Trumpo candidato acabava de dizer à cadeia televisiva NBC, onde além de anunciar a sua intenção de fazer o México pagar um muro, disse também que iria revogar a legislação aprovada pelo executivo de Barack Obama em matéria de imigração. Leis que permitem ao pais ou filhos de imigrantes em situação legal obter a cidadania norte-americana, por exemplo. “Manteremos as famílias unidas, mas têm que se ir embora”, afirmou.

Se o México não contribuir para a construção do muro, Trump irá aumentar as taxas sobre os vistos temporários para empresários mexicanos, diplomatas e trabalhadores do NAFTA ( North American Free Trade Association), uma espécie de “mercado comum” da América do Norte que também inclui o Canadá. Desde 1994 que foram abolidas a maioria das tarifas aduaneiras e outras barreiras alfandegárias entre os três países, bem como os entraves à liberdade de circulação de empresários.

O milionário disse também querer triplicar os agentes do serviço alfandegário entre uma grande panóplia de sugestões, que muitos analistas consideram xenófobas e populistas, para combater a imigração ilegal.

Esta questão é cada vez mais um tema central da sua pré-campanha eleitoral para as presidenciais do próximo ano. Em junho, no arranque da campanha, Donald Trump começou por afirmar que o México exportava para os EUA ladrões e violadores, o que lhe valeu forte contestação por parte da comunidade hispânica e grupos de direitos civis, entre outros.