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Hungria. Mais de 5500 clandestinos intercetados só no fim de semana

Nas últimas semanas, as autoridades húngaras têm intercetado um número ainda maior de migrantes

Matt Cardy/Getty Images

O fluxo de migrantes que tentam chegar ao país tem aumentado muito nas últimas semanas, numa altura em que está quase concluída a primeira fase de uma obra para extender a vedação de proteção instalada ao longo da fronteira com a Sérvia

A Hungria intercetou durante este fim de semana 5544 migrantes, 942 deles menores, que entraram ilegalmente no país, anunciaram esta segunda-feira as autoridades locais.

O maior grupo, constituído por 145 pessoas, maioritariamente oriundas do Afeganistão, Paquistão e Bangladesh, entrou na Hungria pela localidade de Roszke, na fronteira com a Sérvia.

O fluxo de refugiados tem aumentado muito nas últimas semanas, fazendo subir uma estatística já de si pesada. Desde o início do ano, a polícia registou a entrada ilegal de mais de 100.000 pessoas, na sua maioria provenientes de países em conflito, que entram na Hungria pela fronteira com a Sérvia e dali partem para outros países europeus, especialmente Áustria, Alemanha e Suécia.

Com a anunciada conclusão, ainda em agosto, da primeira fase das obras para a extensão de uma vedação ao longo da fronteira com a Sérvia, para travar as entradas ilegais, o número de pessoas que tentam a sua sorte tornou-se ainda maior.

A obra foi iniciada em julho, iniciativa do governo húngaro liderado pelo conservador Viktor Órban, e permitirá aumentar em cerca de 70 quilómetros o separador já existente, que assim ficará com um total de 175 quilómetros de extensão.

Segundo um porta-voz de Budapeste, desde o ano passado foram já gastos cerca de 20 milhões de euros, dinheiro canalizado para esta intervenção, mas também necessário ao reforço do policiamento nas zonas mais procuradas pelos migrantes.

O governo lançou também recentemente uma campanha com ‘outdoors’ sugerindo que a chegada dos migrantes ameaça o emprego, escolhendo slogans como “Se vier para a Hungria não pode tirar empregos aos húngaros” ou “Se vier para a Hungria tem de respeitar a nossa cultura”.

A campanha vai mesmo ultrapassar as fronteiras do país, havendo a intenção de colocar os cartazes em países de onde os migrantes partem, e em várias línguas, para os tentar dissuadir.

  • Imagine um muro a separá-lo dos outros: o mundo continua a fazê-lo

    É uma obra polémica e já começou a ser construída: a Hungria ergueu os primeiros metros de uma vedação de 175 quilómetros e 4 metros de altura ao longo da fronteira com a Sérvia. Objetivo: travar a entrada de milhares de imigrantes ilegais. Não é caso único no mundo - é simplesmente o mais recente