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Internacional

Coreias retomam “guerra” de altifalantes

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Desde 2004 que os dois países não usavam altifalantes para se atacarem com propaganda

KIM JAE-HWAN/GETTY

​Pela primeira vez em mais de onze anos, voltaram a ouvir-se os altifalantes dos dois lados da fronteira do paralelo 38º, que separa a Coreia do Norte do seu vizinho do Sul

Há vizinhos que não se entendem, e as duas Coreias estão longe de pôr fim às tensões entre si. A Coreia do Norte ripostou hoje aos ataques de propaganda feito pelo Governo de Seoul na semana passada. E as mensagens de enaltecimento de Pyongyang voltaram a fazer-se ouvir na chamada zona desmilitarizada (DMZ), um corredor de 4kms de largura que divide os dois estados desde 1953.

A Coreia do Sul foi a primeira a voltar à carga com ataques de propaganda depois de dois soldados serem feridos na perto da DMZ no dia 4 de agosto por uma mina terrestre. O governo sul-coreano acusou a Coreia do Norte de ter colocado a mina, embora Pyongyang negue qualquer envolvimento. A zona desmilitarizada herdada da Guerra da Coreia (1950-53) é considerado um dos locais mais minados de todo o planeta.

Desde 2004 que os dois Estados não praticavam este tipo de “guerra” entre si, tendo parado este tipo de ação para não criar mais animosidade entre o norte e o sul. Embora a emissão de mensagens de propaganda tenha voltado, o uso de cartazes e panfletos continua suspenso.

“É do nosso conhecimento que a Coreia do Norte voltou a usar propaganda contra a Coreia do Sul através de altifalantes nas fronteiras do sudoeste” confirmou um funcionário do ministério da Defesa sul-coreano, citado pela Reuters. Seoul voltou também hoje à carga emitindo boletins metereológicos e noticiário internacional, entre outros temas, adiantou o mesmo funcionário.

Segundo oficiais do exército sul-coreano este é só o início, tendo o governo sul-coreano já aprovado o aumento do número de emissões junto à área desmilitarizada (DMZ).

Estes ataques de ambos os lados vem contribuir para a deterioração das relações entre os dois países, que não têm feito quaisquer avanços diplomáticos nos últimos meses.