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Internacional

Central nuclear japonesa sem “precauções especiais” depois de erupção vulcânica

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KYUSHU ELECTRIC POWER COMPANY/HANDOUT

Enquanto as autoridades japonesas elevam o nível de alerta de risco sobre a erupção do vulcão Sakurajima, os reponsáveis da central nuclear de Sendai, situada a cerca de 50 km e reativada na semana passada, dizem que estão a monitorizar a situação

O porta-voz da central nuclear de Sendai, Tomomitsu Sakata afirmou esta segunda-feira que não estão a ser tomadas “quaisquer precauções específicas” e que não existe perigo de uma erupção afetar as operações do gerador reativado na semana passada. Mas realça que a empresa irá manter-se atenta à evolução da situação.

A Agência Meteorológica do Japão aumentou este sábado para o nível 4 (numa escala de 5) o grau de alerta sobre a possibilidade de erupção do vulcão no monte Sakurajima, considerado um dos mais ativos do aruipélago. O nível de risco de erupção é considerado “extremamente alto” e as populações locais estão alertadas prepararadas para uma eventual evacuação da zona.

Apesar da reativação da central obedecer a regras muito mais apertadas em termos de risco de catástrofe, boa parte da opinião pública japonesa e analistas continuam preocupados com o programa de reabertura nuclear iniciado pelo Governo japonês. O chefe executivo da empresa de consultoria Large & Associates, John Larque, considera insuficientes as precauções tomadas pela Agência Reguladora do Nuclear, afirmando que esquecem “uma série de pontos importantes” e que não vão de encontro às práticas internacionais.

Segundo as autoridades, os cerca de 600 mil residentes na cidade de Kagoshima (próxima do vulcão) estão avisados e devem estar preparados para a possibilidade de se verificar uma operação aérea de retirada do local, caso a erupção se verifique.

Recorde-se que a central Nuclear de Sendai foi reativada na passada terça-feira, tornando-se na primeira a funcionar sobre as novas normas de segurança que entraram em vigor depois do trágico acidente nuclear de Fukushima, em 2011, que levaria dois anos mais tarde à paragem de todos os reatores no país.