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Fontes governamentais indicam que Atenas anuncia novas medidas na 5.ª feira

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CHRISTIAN HARTMANN

As mesmas fontes disseram que Alexis Tsipras vai reunir-se esta terça-feira com a equipa de conselheiros económicos. O teor das medidas não foi ainda revelado

O Governo grego vai tomar "novas medidas" a partir de quinta-feira, quando receber a primeira tranche do terceiro resgate, informaram este domingo fontes do executivo de Alexis Tsipras à agência EFE.

As fontes governamentais, que não indicaram o teor das "novas medidas", disseram que o primeiro-ministro "vai estar no palácio presidencial na terça-feira", no mesmo dia em que vai reunir-se também com a equipa de conselheiros económicos."A partir do dia 20, vai manter reuniões com membros do Governo no sentido de determinar as novas medidas", referiram as mesmas fontes.

A aprovação do terceiro resgate à Grécia provocou uma divisão interna no Syriza, manifestada pela rejeição de 47 deputados, que se negaram a votar a favor do plano.

A imprensa local, que também cita fontes do executivo, refere este domingo que Tsipras vai apresentar uma moção de confiança depois do dia 20 de agosto, apesar de a intenção não ter sido confirmada oficialmente.

Tal como foi definido, no dia 20 a Grécia vai receber a primeira tranche do programa de apoio, que atinge os 13 mil milhões de euros, para que o país possa proceder, entre outras obrigações, ao pagamento de 3,4 mil milhões de euros ao Banco Central Europeu, já que o prazo para saldar a transação vence precisamente na quinta-feira.

"Até à assinatura do contrato com o Mecanismo Europeu de Estabilização e até ao pagamento da importância prevista, o Governo vai ocupar-se com matérias técnicas, enquanto espera pela votação no Parlamento Europeu", assinalaram as mesmas fontes.

Após a votação no parlamento de Atenas e do Eurogrupo na passada sexta-feira, os parlamentos da Alemanha, Áustria, Holanda, Estónia e Eslováquia devem decidir agora se aprovam o programa. Caso consiga o apoio destes países, o plano passa a ter um prazo de três anos, período em que a Grécia poderá vir a receber até 86 mil milhões de euros.