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Tsipras defende resgate como única opção da Grécia se manter no euro

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CHRISTIAN HARTMANN / Reuters

Debate parlamentar prolongou-se pela madrugada e ainda decorre, Primeiro-ministro grego diz que “perante um ultimato para a saída temporária da Grécia da zona euro, tomámos a responsabilidade perante o povo grego de nos mantermos vivos e continuarmos a luta em vez do suicídio (a saída do moeda única)”

O primeiro-ministro grego disse esta madrugada, num discurso no Parlamento, que o acordo para o terceiro resgate do país foi uma “escolha forçada” do governo, tomada depois de “esgotar todas as vias de negociação”.

Alexis Tsipras explicou que teve de escolher entre um programa de ajuda com o euro ou o dracma como moeda nacional. “Perante um ultimato para a saída temporária da Grécia da zona euro, tomámos a responsabilidade perante o povo grego de nos mantermos vivos e continuarmos a luta em vez do suicídio (a saída do euro)”, afirmou esta sexta-feira Tsipras, numa sessão parlamentar que se estendeu pela madrugada e que ainda decorre. A sessão deverá terminar com a votação do acordo.

O primeiro-ministro disse que não se arrepende de ter tomado essa decisão e, embora tenha reconhecido que a ajuda externa não é uma vitória, salientou que constitui a melhor opção que o país tinha num momento de asfixia financeira.

Por outro lado, disse que a solução do empréstimo-ponte sugerida pela Alemanha “seria o regresso a uma crise sem fim”. “Isso é o que alguns procuram sistematicamente e nós temos a responsabilidade de o evitar, de não facilitar”, afirmou.

A votação do acordo, que começou esta madrugada com grande atraso devido a questões regimentais, é um requisito que as instituições exigiram antes da decisão do Eurogrupo, que se reúne na tarde desta sexta-feira.

Em causa está a aprovação de um acordo sobre o plano de ajuda de 85 mil milhões de euros, o terceiro desde 2010, em troca de medidas de poupança drásticas.

A sessão parlamentar grega começou na manhã de quinta-feira, com o debate nas comissões parlamentares, marcado pelo confronto entre a presidente do Parlamento, Zoe Konstandopulu, e alguns membros do Governo.

Konstandopulu, que previsivelmente votará contra este acordo, manifestou o seu descontentamento sobre o procedimento parlamentar escolhido pelo Governo para tramitar a lei do resgate (a via de urgência) e propôs que a votação se realizasse esta sexta-feira de manhã.

Os ministros das Finanças da zona euro reúnem-se esta tarde em Bruxelas para se pronunciarem sobre o novo plano de ajuda à Grécia, em relação ao qual a Alemanha já disse “ter questões” que devem ser esclarecidas.