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FMI saúda acordo e insiste no "alívio significativo da dívida"

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STEPHEN JAFFE / INTERNATIONAL MONETARY FUND / HANDOUT

Parceiros europeus devem assumir "compromisso concretos" para "proporcionar um alívio significativo da dívida, sublinha Christhine Lagarde, que destaca o esforço "decisivo e credível" das autoridadesgregas para restaurar o "crescimento sustentável e robusto"

A diretora-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI), Christine Lagarde, saudou esta sexta-feira o acordo alcançado pelo Eurogrupo para um terceiro resgate à Grécia, mas sublinhou que a dívida do país "é insustentável" e defendeu o seu alívio.

Em comunicado, a dirigente do FMI saudou o "importante passo" que é o acordo de princípio sobre um terceiro plano de ajuda a Atenas, mas argumentou que a Grécia, "por si só, não consegue restaurar a viabilidade da dívida".

"Sou firmemente da opinião de que a dívida da Grécia se tornou insustentável e que a Grécia não pode restaurar a sustentabilidade da dívida unicamente através das suas próprias ações", afirmou Christine Lagarde.

Segundo Lagarde, o acordo esta sexta-feira firmado, que visa disponibilizar 86 mil milhões de euros à Grécia, inclui um esforço "decisivo e credível das autoridades gregas para restaurar o crescimento sustentável e robusto".

"É essencial que os parceiros europeus da Grécia tenham compromissos concretos (...) para proporcionar um alívio significativo da dívida, que vá além do que foi visto até agora", acrescentou.

Os ministros das Finanças da zona euro chegaram hoje a acordo para um terceiro plano de ajuda à Grécia, no valor de 86 mil milhões de euros.

O primeiro desembolso será de 26 mil milhões de euros, dos quais 10 mil milhões vão estar imediatamente disponíveis numa conta especial do fundo de resgate da eurozona para a recapitalização da banca grega.

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