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Finlândia aprova terceiro resgate à Grécia

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Alexander Stubb, ministro das Finanças da Finlândia

THIERRY CHARLIER/AFP/Getty Images

Alexander Stubb, ministro das Finanças finlandês, diz que o país apoia o envolvimento do FMI no terceiro resgate à Grécia, pois contribuiria com “15 mil a 20 mil milhões de euros, mas sobretudo daria credibilidade a todo o programa”

A Finlândia aprovou esta quinta-feira o terceiro resgate da zona euro à Grécia, na condição do cumprimento por Atenas das exigências definidas pelos credores, anunciou o ministro das Finanças finlandês, Alexander Stubb.

"Recebi esta quinta-feira o mandato para aprovar o terceiro pacote para a Grécia", disse o ministro à imprensa no parlamento de Helsínquia.

"Há 47 pré-condições definidas pela 'troika' para a aprovação do primeiro pagamento e foi isso que foi aprovado pela comissão", acrescentou, referindo-se aos três credores internacionais da Grécia - Comissão Europeia (CE), Banco Central Europeu (BCE) e Fundo Monetário Internacional (FMI).

A chamada “Grande Comissão” do parlamento finlandês, composta por 25 dos 200 deputados, é o órgão que na Finlândia mandata o governo para negociações com a União Europeia (UE).

Alexander Stubb afirmou que os pormenores finais do acordo serão conhecidos após a reunião do Eurogrupo desta sexta-feira.

Se houver acordo na reunião, "o primeiro pagamento será de 26 mil a 43 mil milhões de euros", senão será preciso "um pequeno 'financiamento ponte'". "Ambas as opções estão bem para a Finlândia", disse.

Se o acordo for adiado, a Grécia necessitará de um financiamento-ponte para honrar um pagamento devido ao BCE até à próxima quinta-feira.

Stubb acrescentou que a Finlândia apoia o envolvimento do FMI no terceiro resgate, que pode atingir os 86 mil milhões de euros, embora não o considere condição indispensável.

"O FMI contribuiria com 15 mil a 20 mil milhões de euros, mas sobretudo daria credibilidade a todo o programa", afirmou.

A Finlândia integra o sector dos países de linha mais dura para com a Grécia e foi o único país a exigir a Atenas garantias colaterais para o segundo resgate.

O apoio ao terceiro programa por parte dos liberais do primeiro-ministro Juha Sipila e dos conservadores de Stubb obrigou o terceiro partido da coligação governamental, os Finlandeses (eurocético), a ir contra o seu próprio programa eleitoral para evitar uma crise governamental. Segunda força política nas eleições finlandesas de abril, com um programa assente na rejeição de novos resgates europeus, o partido dirigido pelo atual ministro dos Negócios Estrangeiros, Timo Soini, votou esta quinta-feira a favor do terceiro resgate à Grécia.

"A decisão foi muito difícil, mas tomámo-la com os dentes cerrados e lágrimas de sangue, porque compreendemos que a Finlândia não pode ser o único país a travar o processo", disse à imprensa o porta-voz parlamentar dos Finlandeses, Sampo Terho.

O terceiro resgate à Grécia tem de ser aprovado por vários parlamentos nacionais.