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Explosões violentas na China não fizeram vítimas portuguesas

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Um dos poucos portugueses residentes em Tianjin, o designer Filipe Martins, afirma que nenhum compatriota foi atingido pelas explosões naquela cidade chinesa, que causaram pelo menos 44 mortos e mais de 500 feridos

Um dos poucos portugueses residentes em Tianjin, o designer Filipe Martins, afirmou hoje nenhum compatriota foi atingido pelas explosões naquela cidade chinesa, na quarta-feira à noite, que causaram 44 mortos e mais de 500 feridos.

“Neste momento, o número de português que vivem aqui rondará a meia dúzia. Há também alguns estudantes, mas estão de férias”, disse Filipe Martins à agência Lusa.

Segundo contou, depois de ouvir as explosões, "um amigo inglês" que vive perto do local do acidente “saiu de casa a correr, descalço”, mas ele próprio, que mora “a mais de 40 minutos de metropolitano de distância”, não ouviu nada.

As explosões ocorreram na quarta-feira à noite, cerca das 23:30 (16:30 em Lisboa), numa zona dos arredores de Tianjin chamada Binhai New Area.

“É uma zona completamente industrial, com grande concentração de armazéns e fábricas”, descreveu Filipe Martins.

Radicado há três anos em Tianjin, no norte da China, Filipe Martins trabalha para uma multinacional europeia.

Trata-se de um dos maiores municípios da China, com cerca de 15 milhões de habitantes, e fica a 150 quilómetros de Pequim.

Contactada pela agência Lusa, fonte da Embaixada de Portugal na China disse também não ter conhecimento de qualquer cidadão português atingido pelas explosões em Tianjin