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Carrinha frigorífica explode em mercado de Bagdade e faz pelo menos 76 mortos

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WISSM AL-OKILI/REUTERS

O ataque foi reivindicado pelo autodenominado Estado Islâmico. A explosão da viatura armadilhada, ocorrida num dos maiores mercados da capital iraquiana, é um dos mais violentos ataques desde que o primeiro-ministro Haider al-Abadi assumiu funções há um ano

Pelo menos 76 pessoas morreram e 212 ficaram feridas na explosão que esta quinta-feira ocorreu num mercado do distrito de Sadr, em Bagdade, segundo indicaram fontes policiais e médicas iraquianas. O autodenominado Estado Islâmico (Daesh) reivindicou entretanto o atentado.

“Uma carrinha frigorífica que escondia explosivos e estava estacionada, explodiu dentro do mercado Jamila por volta das 6h (4h em Lisboa)”, afirmou o agente policial Muhsin a-Saedi. “Muitas pessoas morreram e partes de corpos foram atiradas para o topo dos edifícios vizinhos”, descreveu.

O atentado ocorreu no bairro muçulmano xiitas. Os militantes sunitas do Daesh costumam efetuar regularmente ataques bombistas na capital.

O mercado, de produtos alimentares, é um dos maiores de Bagdade, ficando situado num subúrbio do nordeste da capital do Iraque.

Pessoas enfurecidas juntaram-se depois no local da explosão, algumas chorando e gritando pelos nomes de familiares desaparecidos, outras lançando acusações contra o Governo.

“Consideramos o Governo responsável, totalmente responsável”, disse Ahmed Ali Ahmed, uma testemunha citada pela agência Reuters. Segundo Ahmed, o exército e as milícias xiitas deveriam controlar devidamente os pontos de entrada na capital.

Este foi um dos maiores ataques desde que o primeiro-ministro Haider al-Abadi assumiu funções há um ano. A sua chegada ao Governo ocorreu após o exército iraquiano não ter conseguido evitar que o Daesh tivesse tomado a cidade de Mosul.