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Aviso de Blair: Partido Trabalhista poderá ser aniquilado se Corbyn for eleito líder

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“Mesmo que me odeie, por favor não atire o Partido Trabalhista de uma falésia” é o título do artigo em que o ex-primeiro-ministro britânico radicaliza as suas criticas contra Jeremy Corbyn, após o candidato da ala esquerda ter surgido como favorito à liderança nas sondagens

O ex-primeiro-ministro britânico Tony Blair acentua as críticas contra Jeremy Corbyn, num artigo publicado esta quinta-feira no “The Guardian” e depois de a última sondagem apresentar o candidato da ala esquerda como favorito para novo líder do Partido Trabalhista.

“Não interessa se você é da ala esquerda, direita ou do centro do partido, se você me apoiava ou me detestava. Mas, por favor, compreenda o perigo em que estamos”, escreve Blair num apelo dirigido aos membros e simpatizantes do partido, que se preparam para eleger o novo líder. O vencedor será conhecido a 12 de setembro.

“O partido está a caminhar de olhos fechados e de braços estendidos em direção a uma falésia, com pedras afiadas por baixo”, acrescenta o antigo líder trabalhista e que foi primeiro-ministro britânico entre 1997 e 2007.

Tony Blair considera que o Partido Trabalhista enfrente a maior “situação de perigo mortal” se Jeremy Corbyrn (na imagem) for eleito

Tony Blair considera que o Partido Trabalhista enfrente a maior “situação de perigo mortal” se Jeremy Corbyrn (na imagem) for eleito

ANDY RAIN / EPA

Jeremy Corbyn, um veterano da ala esquerda dos “labours”, surge destacado na última sondagem com 53% das intenções de voto, enquanto Liz Kendall, considerada como a candidata “blairista”, aparece na última posição com 8%, segundo os números divulgados terça-feira no “The Times”.

Já no mês passado, Tony Blair advertira contra os perigos da viragem à esquerda que a eleição de Corbyn representará. Esta quinta-feira vai mais longe, considerando que o Partido Trabalhista enfrenta a maior “situação de perigo mortal” dos seus 100 anos de história: “Se Jeremy Corbyn for líder, não será uma derrota como a de 1983 ou de 2015 nas próximas eleições. Isso significará uma enorme derrota, possivelmente a aniquilação. (…) A eleição para a liderança do partido transformou-se em algo muito mais importante do que a escolha do próximo líder. A decisão agora é sobre se o ‘Labour’ continua a ser um partido de Governo”, escreve Tony Blair no seu artigo.