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Ferguson (outra vez) em alerta máximo

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RICK WILKING/ Reuters

As manifestações em memória de Michael Brown não foram tão pacíficas como se previa e, por isso mesmo, o presidente da câmara teve de decretar estado de emergência. Foram detidas 50 pessoas

O estado de emergência foi declarado em Ferguson, no estado norte-americano de Missouri. Esta segunda-feira, após uma noite de violência e agitação, o presidente da câmara apelou à calma. A confusão começou na sequência das homenagens a Michael Brown, um jovem negro morto a tiro por um polícia a 9 de agosto de 2014.

“À luz da violência e agitação da última noite na cidade de Ferguson, e o potencial perigo para as pessoas e a sua propriedade, exerço a minha autoridade como presidente da câmara para emitir o estado de emergência, que entra imediatamente em vigor”, anunciou o presidente da câmara Steve Stenger em comunicado, citado pelo “The Guardian”.

Na manhã desta segunda-feira, as manifestações decorreram de forma pacífica, mas o mesmo não aconteceu durante a noite. O cenário foi de terror: um tiroteio, com duas pessoas baleadas, montras partidas e uma multidão agitada.

Entretanto, um jovem de 18 anos, Tyrone Harris, já foi acusado de estar relacionado com o tiroteio, enquanto outras 50 pessoas foram detidas.

“Os recentes atos de violência não serão tolerados numa comunidade que tanto tem trabalhado durante o último ano para se reconstruir e tornar-se mais forte”, acrescentou Stenger.

Foi há um ano que Michael Brown, de 18 anos, foi alvejado por um polícia. O caso fez emergir o movimento “Black Lives Matter” [A vida dos negros interessa], que levou a cabo manifestações em mais de 170 cidades dos EUA contra o racismo e a violência das autoridades.