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Israel prende extremistas judeus

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ABIR SULTAN/EPA

As autoridades israelitas levaram a cabo uma ação contra grupo de judeus extremistas, que supostamente esteve por detrás do ataque que causou a morte de um bebé palestiniano no mês passado. Um dos detidos é neto de Meir Kahane, o rabi americano-israelita considerado o criador dos movimentos de extrema direita judaicos

Israel anunciou ter efetuado diversas detenções, entre as quais a de dois destacados judeus extremistas, suspeitos de estarem por detrás do ataque que no mês passado na Cisjordânia causou a morte de um bebé de 18 meses.

Os suspeitos foram colocados em prisão administrativa, uma forma de detenção normalmente utilizada com os palestinianos, mas muito raramente com israelitas, que possibilita a prisão temporária sem que sejam efetuadas acusações ou julgamento.

Os dois judeus extremistas que irão permanecer nessa situação durante seis meses têm ambos cerca de 20 anos. Um deles, Meir Ettinger, é neto de Meir Kahane, rabi americano-israelita, considerado o criador dos movimentos de extrema direita judaicos.

As autoridades israelitas acreditam que eles estão ligados à Revolta, uma rede que pretende derrubar o Estado de Israel e do seu sistema democrático, para estabelecer um reino judaico baseado nas leis do livro sagrado dos judeus, a Torá, de onde os não judeus serão expulsos.

“O ponto de partida da Revolta é que o Estado de Israel não tem direito a existir, e por isso nós não estamos ligados às regras do jogo”, refere o manifesto do grupo, recentemente descoberto pelos serviços secretos israelitas.

Entretanto, Saad Dawabcheh, o pai do bebé palestiniano morto devido ao incêndio causado por colonos judeus na Cisjordânia também não resistiu aos ferimentos e morreu na sexta-feira. Segundo as forças de segurança palestinianas, quatro israelitas pegaram fogo à casa onde vivia a família Dawabcheh. A mulher de Saad e o filho mais velho, de quatro anos, ainda estão hospitalizados.