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Ativista indiana transforma rap “Anaconda” em vídeo de protesto

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O vídeo é uma sátira que já chamou a atenção de 2 milhões de pessoas para uma causa séria. Exigir à cadeia de supermercados indiana Hindustan Unilever que pague indemnizações e efetue a descontaminação dos resíduos de mercúrio que deixou numa cidade indiana

Desde que foi colocado na Internet na semana passada, “Anaconda” já foi visto por cerca de dois milhões pessoas. Não se trata do rap da americana Nicki Minaj, mas antes de uma adaptação efetuada pela ativista indiana Sofia Ashraf, que no vídeo surge a dizer que não irá parar até que sejam feitas “compensações”.

O registo é de sátira, mas o motivo é sério. A ativista pretende que a cadeia de supermercados indiana Hindustan Unileaver pague indemnizações aos seus trabalhadores e familiares e efetue a descontaminação das florestas da cidade do sul da Índia Kodaikanal.

A contaminação começou por ser denunciada pelo Greenpeace em 2001 e a Unilever decidiria depois disso encerrar a sua fábrica em Kodaikanal. O assunto perdeu entretanto destaque nos “mass media”, situação que a ativista conseguiu inverter com o vídeo, que já levou a Hisdustan Unilever a reagir em comunicado.

“Enquanto amplos estudos sobre o estado de saúde dos nossos antigos funcionários e sobre o ambiente de Kodaikanal não encontraram qualquer prova de dano, nós continuámos a levar este assunto muito a sério e é algo que estamos muito empenhados em resolver. Nós estamos a trabalhar para encontrar uma resolução mutuamente satisfatória seguindo a sugestão do Alto Tribunal de Madras e já tivemos mais de 10 reuniões com os representantes dos nossos antigos trabalhadores desde 2014”, refere a empresa. No texto indicam ainda que desde 2000/2001 já removeram 7,4 toneladas de resíduos de mercúrio da cidade.