Siga-nos

Perfil

Expresso

Internacional

“O Japão continuará determinado por um mundo sem armas nucleares”, diz Shinzo Abe

  • 333

FOTOTORU HANAI/REUTERS

Primeiro-ministro nipónico assegurou que o país continuará a aderir aos princípios de não produzir, nem transportar ou utilizar armas nucleares no dia em que a cidade de Nagasaki assinala o 70.º aniversário do bombardeamento atómico

Por volta das 11h locais (3h em Lisboa) tocaram os sinos e cumpriu-se um minuto de silêncio em memória das vítimas das bombas atómicas no Parque da Paz, em Nagasaki.

No dia em que a cidade japonesa assinala o 70.º aniversário do bombardeamento atómico no final da II Guerra Mundial, o primeiro-ministro nipônico garantiu que o país “continuará determinado por um mundo sem armas nucleares”. Shinzo Abe sublinhou que o Japão continuará fiel aos princípios de não produzir, não utilizar, nem transportar armas nucleares.

Numa cerimónia que reuniu convidados de 75 países, foi lida também uma declaração do secretário-geral das Nações Unidas (ONU) que apelava ao fim das armas nucleares.“Nagasaki tem que ser o último caso. Não podemos permitir qualquer uso futuro de armas nucleares. As consequências humanitárias são enormes”, disse Ban Ki-moon.

O autarca local também discursou na cerimónia, tendo aproveitado para criticar a revisão de uma lei, que impedia o envolvimento do Japão em qualquer conflito.

“Nunca deveremos abandonar este princípio, sobre o qual se construiu a prosperidade do Japão atual, sem esquecer as dramáticas memórias que a guerra nos deixou”, declarou Tomihisa Taue, criticando a iniciativa do Executivo de Shinzo Abe.

Na mesma linha, um sobrevivente da bomba em Nagasaki, também pediu a alteração da legislação do governo nipónico. “Estava um dia de sol, com o céu limpo, e de repente surgiu um flash que cegou. Primeiro pensei que fosse uma tempestade, mas depois percebi que era estranho com aquele tempo. (...) Ainda hoje tenho feridase dores. Não podemos permitir mais guerras”, afirmou Toru Mine, de 86 anos.

Pelo menos 70 mil pessoas morreram e um terço da cidade de Nagasaki ficou destruída a sequência do bombardeamento em 1945.