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Centenas em marcha no primeiro aniversário da morte de Michael Brown

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RICK WILKING/REUTERS

Neste domingo realizam-se também uma série de iniciativas em memória do jovem afro-americano desarmado, que foi abatido há um ano por um polícia em Ferguson. São esperados familiares, ativistas e líderes religiosos, além da comunidade local

Mais de duas centenas de pessoas marcharam no sábado pelas ruas de Ferguson em homenagem a Michael Brown, o jovem afro-americano desarmado que foi abatido por um polícia, a 9 de agosto de 2014.

Na véspera do primeiro aniversário da morte do jovem de 18 anos, a comunidade local quis manifestar a sua indignação contra a violência policial e a discriminação racial. O protesto, que contou com um forte dispositivo policial, decorreu de forma geral num ambiente pacífico.

O único momento em que se registou agitação foi no final do protesto, quando alguns manifestantes desafiaram os agentes policiais e romperam o perímetro de segurança. Em frente à esquadra local, um grupo de participantes exibiu uma cabeça de porco assada e insultou as autoridades com um megafone.

“Eu estou aqui porque não quero que o que aconteceu com Michael Brown aconteça com um amigo ou os seus filhos”, disse à Reuters Christopher Woods, um dos manifestantes.

Neste domingo, o dia em que se assinala o primeiro aniversário da morte de Michael Brown, realizam-se também uma série de iniciativas em memória do jovem, que contam com a participação do pai e outros familiares, ativistas e líderes religiosos, além da comunidade local.

Está prevista outra marcha, que terá como ponto de partida o sítio do tiroteio em que o jovem foi alvejado que seguirá depois para uma igreja local. Será cumprido também um minuto de silêncio pela memória de Michael Brown.

Há um ano, a morte de Michael Brown fez emergir o movimento "Black Lives Matter” [A vida dos negros interessa], que levou a cabo manifestações em mais de 170 cidades dos EUA contra o racismo e a violência das autoridades.

Quando em novembro, a justiça norte-americana decidiu não proferir uma acusação contra Darren Wilson - o agente que matou o jovem negro, em Ferguson, - multiplicaram-se mais protestos pelo país.