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24 horas sangrentas em Cabul

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FOTO AHMAD MASOOD/REUTERS

Os talibãs já assumiram a autoria de um ataque contra uma esquadra da polícia, mas remeteram-se ao silêncio quanto a outros atentados perpetrados desde sexta-feira em Cabul

Pelo menos 35 pessoas morreram e centenas ficaram feridas nas últimas 24 horas na capital afegã. Trata-se do dia mais sangrento dos últimos anos, segundo as autoridades.

Desde sexta-feira que Cabul está em alerta, depois de um camião armadilhado ter explodido de madrugada frente a uma base do exército afegão no bairro Shah Shaheed, perto do centro da capital. Só neste ataque morreram 20 pessoas e ficaram feridas dezenas, que ainda se encontram internadas, segundo a Reuters.

Foi também atacada uma esquadra de polícia e uma base onde se encontram forças especiais norte-americanas, em Qasaaba, perto do aeroporto de Cabul. A NATO confirmou que morreu um soldado norte-americano neste último atentado. "Morreram ainda oito civis e dois talibãs", anunciou Brian Tribus, porta-voz da missão da Aliança Atlântica no Afeganistão, citado pelo “Guardian”.

Na manhã deste sábado, vários aviões militares estão a sobrevoar a cidade de Cabul, de forma travarem mais ataques.

O aumento da violência na capital afegã segue-se à nomeação do mullah Akhtar Mansour para liderar os talibãs afegãos, na sequência da morte de Mohammed Omar, que esteve internado durante dois anos num hospital em Karachi, no Paquistão.

O porta-voz dos talibãs, Zabiullah Mujahed, declarou que o grupo foi responsável pelo ataque contra a esquadra da polícia, mas remeteu-se ao silêncio quanto aos outros atentados.

De acordo com a ONU, as vítimas civis estão a aumentar no Afeganistão. Só durante o primeiro semestre, quase 5 mil civis foram mortos ou feridos, nomeadamente crianças e mulheres.