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Um novo grande sismo pode estar iminente no Nepal e na Índia

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Navesh Chitrakar/Reuters

Investigadores pensam que o o abalo que causou a morte de cerca de 9000 pessoas em abril não terá libertado toda a energia sísmica e que esta ter-se-á propagado para ocidente, juntando-se à tensão acumulada ao longos últimos cinco séculos numa falha que vai desde Katmandu até ao noroeste de Nova Deli

Um novo grande sismo na região das montanhas dos Himalaias pode estar iminente. Um estudo divulgado nas publicações cientificas “Nature Geoscience” e “Science” considera que a magnitude de 7.8, registada no abalo que em abril vitimou cerca de 9000 pessoas no Nepal, não terá libertado toda a energia sísmica existente.

Os autores da investigação consideram que deve por isso ser efetuada uma atenta monitorização da região. “Este é um local que precisa de atenção especial”, afirma Jean-Hilippe Avouac, da Universidade de Cambridge, citado pela BBC.

Nos últimos cinco séculos foi acumulada tensão sismica numa falha situada nos Himalaias, próximo de Katmandu, devido à placa tectónica da Índia estar a mover-se para norte, contra a placa da Euroásia, a uma média de dois centímetros por ano.

A tensão que daí resulta é acumulada numa área de cerca de 800 quilómetros, que vai da região da capital do Nepal, Katmandu, até ao noroeste da capital da Índia. O último grande sismo que aí teve lugar ocorreu em 1505, pensando-se que tenha atingido 8.5 na escala de Richter, significativamente mais do que no sismo de abril.

“Tornar-se-ia um desastre se nós hoje tivéssemos um tremor de terra, devido à densidade da população, não apenas no oeste do Nepal mas também no norte da Índia”, alerta Avouac.

Recentes estudos indicam que o sismo de abril poderia ter sido ainda mais forte. Os investigadores pensam que alguma energia libertada neste último abalo ter-se-á propagado para ocidente e poderá ter-se acumulado à tensão já acumulada nessa falha, possivelmente “facilitando futuras ruturas”.