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Internacional

Putin manda destruir toneladas de alimentos

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AFP/Getty Images

Rússia proibiu a importação de produtos da União Europeia e EUA há um ano. Agora, para combater o contrabando, Vladimir Putin ordenou a destruição dos produtos que têm chegado ilegalmente à Rússia

Centenas de toneladas de carne de porco, pêssegos, tomates e queijos foram destruídos esta quinta-feira na Rússia. Porquê? Ordens de Vladimir Putin. O presidente russo justificou a ação dizendo que estes são alimentos importados do ocidente e que vão contra o embargo aos produtos agrícolas da União Europeia e Estados Unidos da América que entrou em vigor há um ano.

Em 2014, a UE impôs sanções à Rússia por causa do confronto no leste da Ucrânia. Como retaliação, os russos decretaram o embargo aos produtos agrícolas europeus e norte-americanos. Com esta imposição, os importadores têm utilizado estratagemas para fazer passar ilegalmente os produtos na fronteira.

Desde o embargo aos produtos agrícolas da UE e EUA, o preço dos alimentos na Rússia duplicou, em alguns casos chegou mesmo a triplicar.

A 29 de julho, Putin ordenou a destruição destes alimentos e esta quinta-feira a ordem foi concretizada. Segundo o "The New York Times", num terreno no sul da Rússia, um grupo de trabalhadores alimentou um incinerador com 114 toneladas de carne de porco. Já a oeste, 73 toneladas de pêssegos foram exterminadas.

Um carregamento de tomates chegou à região de Smolensk. Segundo Vladimir Severinov, um dos responsáveis pelo trabalho, os tomates serão "destruídos com a ajuda de maquinaria pesada e tratores - o processo será gravado em vídeo".

A história está a criar alguma polémica, com várias vozes a dizerem que os alimentos deveriam ser enviados para África ou a instituições de solidariedade nacionais. Entretanto, foi criada uma petição para travar a destruição dos alimentos e a pedir que Putin pare de desperdiçar comida. Mais de 318 mil pessoas já assinaram.