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Candidatos republicanos prometem pôr fim ao acordo nuclear com Irão

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É um tema pacífico entre os candidatos pelo Partido Republicano às presidenciais de 2016. Caso cheguem à Casa Branca, disseram-no nos debates de quinta-feira, o acordo nuclear com o Irão é para abandonar

Os 17 aspirantes a candidatos republicanos à presidência dos EUA opuseram-se em bloco, esta quinta-feira, ao acordo nuclear com o Irão e prometem pôr termo ao pacto se chegarem à Casa Branca.

Tanto no debate televisivo principal, com os dez aspirantes a candidatos melhor posicionados nas sondagens, como no outro, com os restantes sete, o acordo nuclear foi um tópico ‘arrumado’ sem grande celeuma, já que todos manifestaram a sua oposição.

“O Irão não é um lugar em que deveríamos negociar. No meu primeiro dia na Casa Branca colocaria um ponto final ao acordo nuclear. Pediria ao Congresso mais sanções e convenceria os nossos aliados a fazerem o mesmo”, disse Scott Walter, governador do Wisconsin, atualmente em 3.º lugar nas sondagens.

“Este acordo é mau relativamente ao Irão e também em relação ao Estado Islâmico. Está tudo junto. É um exemplo da política falida de Obama”, acrescentou Scott Walter no debate principal, transmitido pela cadeia de televisão Fox, em horário nobre.

O ex-governador da Florida e 2.º nas sondagens, Jeb Bush, defendeu que, para honrar os que morreram na guerra do Iraque (2003-11), iniciada pelo irmão e anterior Presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, se deve eliminar o acordo com o Irão e combater os jiadistas do Estado Islâmico “com todas as ferramentas possíveis”.

Na mesma linha pronunciou-se o antigo governador do Arkansas. Mike Huckabee, que manifestou que a acérrima oposição republicana ao acordo nuclear não é partidária, já que o desacordo radica no entendimento de que Obama “não conseguiu nada e o Irão tudo”.

A única nuance foi introduzida pelo senador pelo Kentucky Rand Paul: “Não creio que o Presidente Obama tenha negociado a partir de uma posição de força, mas eu não renuncio a negociar, o que aconteceu é que ele deu muito e demasiado cedo”.

Como ficou patente em ambos os debates, os aspirantes a candidatos às eleições presidenciais de 2016, tal como os republicanos do Congresso, opõem-se radicalmente ao acordo alcançado, no mês passado, em Viena, entre o Irão e as potências do Grupo 5+1 (Estados Unidos, Rússia, China, Reino Unido, França e Alemanha).

O primeiro debate entre os dez aspirantes republicanos, de um total de 17, melhor colocados nas sondagens em Cleveland (Ohio), organizado pela Fox, foi alco de grande atenção mediática.

O debate teve início às 21h locais (2h desta madrugada em Lisboa) no Quicken Loans Arena, o mesmo lugar onde terá lugar, no próximo ano, a convenção para eleger o candidato republicano à Casa Branca.

Horas antes, os restantes sete candidatos também tiveram oportunidade de debater no mesmo cenário.