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Tragédia no Mediterrâneo: autoridades perdem esperança em encontrar mais sobreviventes

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FOTO MARTA SOSZYNSKA/ REUTERS

O balanço do naufrágio de um barco com centenas de migrantes, esta quarta-feira, mantém-se inalterado: 25 mortos, quase 400 resgatados e centenas de desaparecidos. Entretanto 150 deles já foram identificados

Menos de 24 horas depois do naufrágio de uma embarcação com centenas de migrantes ao largo da Líbia, as autoridades afirmam ser pouco provável encontrar mais sobreviventes.

O balanço provisório da última tragédia no Mediterrâneo aponta para 25 mortos, cerca de 400 resgatados e centenas de desaparecidos, de acordo com a Agência da ONU para os refugiados. Uma vez que o barco teria cerca de 600 pessoas a bordo, é de esperar entre 175 a 200 mortos pelas estimativas das autoridades.

“Aqueles que estavam no convés terão conseguido saltar, alguns foram salvos, enquanto outros afogaram-se. Penso que é improvável resgatar mais sobreviventes”, afirmou esta quinta-feira à BBC Martin Xuereb, da organização de Ajuda dos Migrantes de Malta.

A embarcação emitiu na quarta-feira à tarde um pedido de socorro à guarda costeira de Catânia (Itália), quando estava a cerca de 15 milhas da costa da Líbia. Foi um navio da Marinha irlandesa que chegou primeiro ao local, tendo verificado que os migrantes terão corrido para a mesma zona onde se encontravam os botes de salvamento, fazendo virar a embarcação.

“Era uma visão horrível, as pessoas desesperadas. Eles agarravam-se a bóias, a barcos e a qualquer coisa para salvarem as suas vidas”, afirmou Juan Matias, um dos elementos da equipa de resgate que seguia no navio holandês Dignity One.

O responsável aponta o dedo à falta de meios nas operações de resgate, o que ameaça o salvamento de mais migrantes. “Na verdade, fomos chamados pela primeira vez para ajudar este barco e pouco depois para outro, o que evidencia a a grave falta de recursos disponíveis para as operações de resgate”, acrescentou.

Segundo a Guarda Costeira italiana, estiveram envolvidos nesta operação de resgate sete navios e helicópteros. Esta manhã, as equipas retomaram as buscas, mas com menos meios.

Foi no passado mês de abril que ocorreu o acidente mais mortífero no Mediterrâneo, quando um barco com 800 migrantes a bordo se afundou no mar líbio.

O número de vítimas entre homens, mulheres, crianças e refugiados não pára de aumentar. Sem contar com as vítimas deste último naufrágio, este ano já morreram mais de 2000 migrantes no mar Mediterrâneo, segundo o balanço da Organização Internacional para as Migrações.