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MH370: PM australiano diz que “mistério desconcertante” está a chegar ao fim

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EPA

Mais cauteloso que o seu homólogo malaio, Tony Abbott não confirmou que o destroço encontrado na ilha francesa Reunião pertence ao avião desaparecido da Malaysia Airlines. Famílias dos passageiros continuam céticas e exigem uma confirmação oficial por parte das autoridades francesas

Vinte e quatro horas depois do primeiro-ministro malaio ter anunciado esta quarta-feira que o fragmento encontrado há uma semana na ilha de Reunião (oceano Índico, perto de Madagáscar) pertence ao avião desaparecido da Malaysia Airlines, o seu homólogo australiano preferiu esta quinta-feira ser mais cauteloso, afirmando apenas que o “desconcertante mistério” do voo MH370 parece estar a chegar ao fim.

“A localização do destroço parece indicar que o avião desceu mais ou menos onde nós pensamos. Isso sugere que, pela primeira vez, podemos estar mais perto de resolver este mistério desconcertante”, disse Tony Abbott, citado pela BBC.

A declaração do chefe do governo australiano surge em linha com o discurso do procurador francês Serge Mackowiak, que reconheceu na quarta-feira a existência de uma “elevada probabilidade” do destroço encontrado pertencer ao avião malaio, embora tenha sublinhado a necessidade de se realizarem mais exames antes da confirmação oficial.

Também o vice-primeiro ministro australiano Warren Tuss, realçou que uma equipa de peritos continua a analisar o fragmento, esperando anunciar em breve uma conclusão final. Antes, as autoridades do país já tinham declarado que a localização do destroço na ilha do Índico era “consistente” com os dados da investigação.

Uma associação que representa as famílias das vítimas já apelou aos investigadores franceses para confirmarem em definitivo se o fragmento encontrado pertence ao avião malaio desaparecido.

“Nós não estamos a viver em negação, mas devemos isso aos nossos entes queridos. Não podemos declará-los perdidos sem 100% de certeza”, declarou o porta-voz de um grupo de familiares chineses.

Entretanto, também o Ministério chinês dos Negócios Estrangeiros solicitou ao governo da Malásia para “salvaguardar legítimos direitos e interesses dos familiares.”

Entre o ceticismo e a frustação, outros grupos de familiares de passageiros exigem mais explicações.“Toda a gente nos está a mentir. Ninguém nos diz a verdade”, declarou outra associação de famílias chinesas.

Foi no dia 8 de março de 2014 que o avião da Malaysia Airlines desapareceu com 232 pessoas a bordo, pouco depois de partir de Kuala Lumpur com destino a Pequim.