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Primeiro-ministro malaio anuncia que destroço encontrado no Índico é mesmo do MH370

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Um bocado de asa foi recolhido em julho de 2015 na ilha francesa de Reunião, a leste de Madagascar

EPA

Governante anunciou os resultados da investigação de uma equipa internacional realizadas em laboratório francês, mas o procurador adjunto de Paris prefere a cautela e fala apenas em "indícios muito fortes" decorridos quase 17 meses do desaparecimento do Boieng 777.

Raquel Pinto

Raquel Pinto

Jornalista

O fragmento de asa de um avião localizado há uma semana na Ilha de Reunião pertence ao desaparecido boeing 777 ddo voo MH370 da Malaysia Airlines., revelou esta quarta-feira o primeiro-ministro Najib Razak.

"Hoje, 515 dias depois do avião ter desaparecido, é com o coração pesado que devo dizer que uma equipa internacional de especialistas confirmaram de forma conclusiva que o destroço de avião encontrado na ilha de Reunião pertencem de facto ao MH370", anunciou numa declaração televisiva, noticia a Reuters. O fragmento tinha dado à costa numa praia desta ilha francesa localizada no Oceano Índico, a oeste de Madagáscar.

O destroço, com 2 x 2,5 metros de superfície, chegou no sábado a Balma, Toulousse, para ser analisado pelo DGA TA, um laboratório de ponta do ministério da Defesa francês.

No passado domingo, o ministro dos transportes malaio Liow Tiong referia oficialmente a compatibilidade do fragmento de asa como parte de um Boieng 777. Restava apenas saber se esta investigação se traduziria em mais resultado frustrado em quase 17 meses de mistério.

Entre diversos fragmentos que foram sendo recolhidos e analisados, esta é a primeira peça real de um enigma por decifrar desde 8 de março de 2014, quando se perdeu o rasto do avião com 232 pessoas a bordo, em rota de Kuala Lumpur, capital da Malásia, e Pequim, China. "Agora, temos uma evidência física que o voo MH370 terminou tragicamente no Oceano Índico", afirmou Najib Razak.

Do lado de França chegam cautelas. O procurador adjunto de Paris Serge Mackowiak fala em "indícios muitos fortes" nos testes iniciais, mas a confirmação oficial carece ainda de mais testes ao fragamento, que se iniciam esta quinta-feira.

  • Choque, esperança e cautela: as reações à descoberta de possível destroço do MH370

    Primeiro-ministro malaio confirma que a localização do destroço na ilha francesa Reunião é “consistente” com os dados da investigação levada a cabo pelas autoridades do país, mas diz que “ainda é cedo para especular”. Governo australiano defende, por sua vez, que a descoberta do fragmento é um “desenvolvimento muito importante” no âmbito das buscas pelo Boeing 777 da Malaysia Airlines, desaparecido há mais de um ano