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Nova tragédia no Mediterrâneo: 25 mortos, centenas de desaparecidos e 400 resgatados

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FOTO DARRIN ZAMMIT LUPI/REUTERS

“Em pleno século XXI, é inaceitável que as pessoas que fogem de conflitos, perseguições, miséria e degradação suportem estas experiências teríveis e depois morram às portas da Europa”

Três navios - um irlandês, um italiano e outro holandês - e um helicóptero foram enviados esta quarta-feira de tarde para o local do naufrágio de um barco com centenas de migrantes ao largo da Líbia. A bordo da embarcação estariam mais de 600 pessoas, de acordo com as informações iniciais. A guarda costeira italiana anunciou entretanto que 400 pessoas foram resgatadas e 25 corpos foram recuperados, segundo o “The Guardian”.

A Marinha irlandesa disse esperar um “significativo número de mortes”, enquanto os Médicos sem Fronteiras e a tripulação do navio holandês Dignity confirmaram várias vítimas, sem contudo quantificá-las, refere a BBC. Segundo o jornal “Corriere della Sera”, o barco com migrantes foi surpreendido com condições climatéricas adversas a cerca de 15 milhas da costa da Líbia, tendo emitido um pedido de socorro à guarda costeira de Catânia, na Sicília.

Quando o navio irlandês chegou ao local, os migrantes terão corrido para a mesma zona onde se encontravam os botes de salvamento, fazendo virar a embarcação.

“Inaceitável”

Os sobreviventes do naufrágio devem chegar esta quinta-feira de manhã à cidade de Palermo, na Sicília, adiantou a organização Save The Children.

“Em pleno século XXI, é inaceitável que as pessoas que fogem de conflitos, perseguições, miséria e degradação suportem estas experiências teríveis e depois morram às portas da Europa”, declarou o diretor-geral da Organização Internacional para as Migrações (OIM), William Swing.

Só este ano perderam a vida mais de dois mil migrantes no mar Mediterrâneo, segundo o balanço da OIM. Morreram de sede, fome, exaustão ou afogamento. Cerca de 1930 migrantes terão morrido quando tentavam chegar à costa italliana, enquanto mais de 70 outros morreram a caminho da Grécia.

Em 2014, pelo menos 3279 migrantes morreram no Mediterrâneo quando tentavam chegar à Europa na esperança de conseguirem melhores condições de vida.