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Os robôs não podem confiar nos humanos. O hitchBot provou isso

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FOTO SVEN HOPPE/REUTERS

O robô que andava à boleia pelo mundo - e que testava a relação com os humanos - foi vandalizado em Filadélfia. Seguidores do projeto estão desiludidos, mas há quem já tenha também oferecido ajuda para reparâ-lo

Chegou ao fim a viagem de hitchBot, o robot azul e amarelo que andava à boleia pelo mundo e que tinha como objetivo testar a relação com os humanos. Duas semanas após o início do seu périplo pelos Estados Unidos, que começou no passado dia 17 de julho em Boston, o robô foi decapitado em Filadélfia.

“Infelizmente, HitchBOT foi vandalizado durante a noite em Filadélfia. Às vezes coisas más acontecem com bons robôs”, anunciou a 'família' em comunicado, ou seja a equipa de investigadores da Canadá que criou o robô.

Foi há cerca de um ano que o HitchBOT começou a sua missão, pedindo boleia durante quase um mês no seu país natal. Após uma interrupção, o robô retomou a viagem com paragens na Alemanha e na Holanda.

O percurso pelo território americano também estava a correr bem - passou por Boston, Salem, Gloucester, Marblehead, e Nova Iorque - até cair nas mãos erradas em Filadélfia.

“Nós não temos interesse em apresentar queixa ou encontrar as pessoas que vandalizaram hitchBOT; queremos lembrar os bons tempos, e nós encorajamos os amigos e fãs de hitchBOT a fazer o mesmo”, acrescenta o comunicado.

Foi também divulgada uma mensagem do robô nas redes sociais, que contava como uma legião de seguidores sobretudo no Facebook, Instagram e Twitter: "A minha viagem deve chegar a um fim, por agora, mas o meu amor pelos seres humanos nunca vai desaparecer. Obrigado a todos os meus amigos.”

A equipa de investigadores comandada por David Smith, da Universidade de McMaster, e Frauke Zeller, da Universidade de Ryerson, já garantiram que a experiência com o robô não terminou.

Entretanto, a Hacktory, um grupo de fabricantes de design e tecnologia, já se disponibilizou para oferecer ajuda aos criadores do hitchBOT, pedindo para fazerem uma lista de peças para reparação.

“Nós sentimos que é o mínimo que podemos fazer para que todos, especialmente a comunidade do robô, saiba que Filafélfia não é tão má, a cidade tem sempre boas coisas a acontecer, e ótimas pessoas”, explicou a empresa.

Contudo, um elemento da equipa que criou o hitchBOT disse à CNN que ainda estão a avaliar o que vão fazer e perceber se o robô poderá mesmo ser reparado. Em caso afirmativo, será apenas uma paragem temporária do projeto que visava perceber se os robôs podem confiar nos humanos.