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Jericho, o irmão de Cecil, foi dado como morto mas tudo não passou de um engano

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Cecil foi morto a 6 de julho

Zimbabwe Parks and Wildlife Management Authority / HANDOUT

Enquanto o mundo já se revoltava com a morte de mais um leão, afinal o felino estava "vivo", "de boa saúde" e na companhia de uma leoa

"Jericho, irmão do leão Cecil, foi morto às 16h [mais uma hora em Lisboa] deste sábado". Este é foi o anuncio que colocou meio mundo em alvoroço, publicado pela Força de Conservação do Zimbabué (ZCTF). Afinal, umas horas depois, chegou-se à conclusão que o animal "estava vivo e de boa saúde".

Jericho não morreu. Muito pelo contrário, até estará a gerar uma nova vida. Segundo Trevor Lane, um dos funcionários do grupo de conservação que trabalha no Parque Nacional de Hwange, o leão foi visto com uma leoa e "estará provavelmente a acasalar".

“Nada parece fora do normal. Parece que tem andado em movimento durante todo o dia. Provavelmente vão pedir-me para ir à procura dele amanhã [domingo] e então irei confirmar que está vivo e vou enviar fotografias ao mundo", disse este sábado Brent Stapelkamp, outro trabalhador do centro de conservação animal.

Tudo não passou de um equívoco e os responsáveis que trabalham no parque acusam as Forças de Conservação do Zimbabué (ZCTF) de não ser muito credível. "Acho que este tipo de desinformação é uma característica daquela fonte em particular", acrescentou Stapelkamp.

"A ZCTF tem o mesmo nível de credibilidade que a National Enquirer [tabloide norte-americano]", disse Stephen Long, que também é um dos membros do grupo de conservação que trabalha com o Parque Nacional do Hwange.

Entretanto, da ZCTF não houve respostas a estas acusações, mas publicaram no Facebook um desmentido da morte de Jericho.

No entanto, está efetivamente a ser investigada a morte de um outro leão, que aconteceu a 2 de julho. O animal em questão não tinha ship, ao contrário de Cecil e Jericho, dai que seja mais difícil perceber o que se passou.

Recorde que no início desta semana, foi conhecido que Walter Palmer, um dentista norte-americano, matou Cecil. O leão era considerado uns dos símbolos nacionais do Zimbabué e fazia parte de uma investigação da Universidade de Oxford. Em homenagem, na noite deste sábado, foi projetada na fachada do Empire State Building, em Nova Iorque, uma fotografia de Cecil, num espetáculo sobre animais em vias de extinção.