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Finalmente a verdade sobre Jimmy Hoffa?

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Há novas revelações sobre o assassinato de uma das personalidades mais marcantes do imaginário norte-americano

Luís M. Faria

Jornalista

Fez esta quinta-feira quarenta anos que desapareceu Jimmy Hoffa, ex-presidente dos Teamsters, o lendário sindicato de camionistas norte-americano. Hoffa telefonou à mulher a dizer que ia almoçar com dois conhecidos seus ligados à Mafia e nunca mais foi visto.

Ao longo dos anos, surgiram muitas teorias sobre o caso. Agora, um jornalista conhecido pelos seus relatos sobre o crime organizado, Dan Moldea, revelou que Phillip Moscato, o já falecido dono de um depósito de lixos tóxicos por baixo de uma ponte em Detroit, lhe contou que Hoffa foi abatido a tiro por um mafioso chamado Salvatore Briguglio – há muito o principal suspeito no caso – e colocado dentro de um barril que um camião depois foi depositar na lixeira.

As revelações foram feitas em entrevistas gravadas que Moldea se comprometeu a não tornar públicas antes da morte de Moscato. A versão deste, mesmo a ser verdade, não esclarece tudo sobre os motivos para o crime. Hoffa era uma figura polémica que conseguiu um acordo histórico entre vários sindicatos do país, antes de ser condenado a uma longa pena de cadeia por fraude e tentativa de subornar um jurado. As suas ligações à Máfia eram conhecidas há muito.

Perdoado pelo presidente Nixon em 1971 mas impedido de regressar à atividade sindical (uma limitação que ele tentou declarar inválida nos tribunais), recebeu dos Teamsters uma vultosa pensão de 1,7 milhões, uma soma enorme na época.

O seu filho James Hoffa é o atual presidente do sindicato. Outra filha, Barbara, é uma juíza reformada.