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Descoberta do destroço não deverá alterar buscas pelo avião da Malaysia Airlines

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RAYMOND WAE TION/EPA

Apesar do destroço encontrado na ilha do Índico ser quase de certeza parte de uma asa do MH370, a descoberta não deve levar à alteração da área de buscas pelo avião desaparecido misteriosamente há 16 meses, com 239 pessoas a bordo

As autoridades australianas, que conduzem as operações de busca pelo MH370 da Malaysia Airlines, estão “cada vez mais convictas” de que o destroço descoberto esta quarta-feira na ilha francesa Reunião, no Oceano Índico, é parte de uma asa do aparelho. Essa descoberta não deverá, no entanto, levar à mudança da área que está a ser escrutinada.

“Eu não estou seguro de que esta descoberta vá, na verdade, permitir o refinamento da área de buscas. Passaram 16 meses desde que o aparelho desapareceu, este destroço viajou um caminho muito, muito longo, de modo que não penso que seja possível descobrir de onde veio”, declarou o vice-primeiro-ministro australiano Warren Truss.

A ilha Reunião fica situada a cerca de 4000 quilómetros de distância da área onde os investigadores pensam que o Boeing 777 terá caído, quando efetuava uma viagem de Kuala Lumpur para Pequim com 239 pessoas a bordo.

Apesar de até agora os investigadores ainda não terem conseguido encontrar qualquer vestígio nessa área, os responsáveis australianos continuam otimistas quando à possibilidade de ainda encontrarem na zona restos do aparelho.

“Ainda há uma parte significativa da área de busca prioritária que ainda não olhámos”

“Vamos ter de continuar a confiar nos dados de satélite para refinar a área. Continuaremos a fazê-lo, confiantes de estarmos à procura no local certo, O equipamento que temos é mesmo o melhor do mundo e se o aparelho estiver lá e nós passarmos por qualquer destroço, seremos capazes de o encontrar e eu confio que isso irá acontecer. Ainda há uma parte significativa da área de busca prioritária para a qual ainda não olhámos”, disse ainda Truss.

Entretanto, o destroço com cerca de dois metros de comprimento deverá chegar sábado de manhã a Toulouse, onde se encontram as instalações mais próximas da entidade francesa responsável pelas investigações de acidentes aéreos, de modo a continuar a ser analisado.

As imagens mostraram que quase de certeza se trata de um flaperon (que integram os flaps, parte móvel das asas utilizadas nas descolagens e aterragens) de um Boeing 777, sendo que o MH370 da companhia da Malásia foi o único aparelho deste modelo que caiu num oceano.