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Tsipras tenta convencer dissidentes do Syriza

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FOTO YIANNIS KOURTOGLOU/REUTERS

Reunião de emergência do Comité Central do Syriza decorre na manhã desta quinta-feira em Atenas. Primeiro-ministro grego quer convencer os deputados a apoiarem o acordo e agendar um Congresso extraordinário do partido para setembro

Em plena crise interna na Grécia, Alexis Tsipras convocou para a manhã desta quinta-feira uma reunião de emergência do Comité Central do Syriza, com vista a resolver o impasse que opõe deputados do partido em relação ao acordo alcançado na cimeira da zona euro.

O primeiro-ministro grego pretende agendar um congresso extraordinário do partido maioritário no governo para setembro, mas alguns deputados defendem a antecipação do evento. Uma ala minoritária do Syriza - a Plataforma de Esquerda liderada pelo ex-ministro da Energia, Panagiotis Lazafanis - discorda das reformas acordadas com os credores e exige já a realização do congresso partidário para se decidir o futuro.

Mas Tsipras quer evitar esse cenário, numa altura em que decorrem as negociações com os credores internacionais para concluir o programa do terceiro resgate.

Lazafanis acusa Tsipras de violar o mandato que lhe foi concedido pelos eleitores gregos no dia 25 de janeiro, e que no passado dia 5 de julho disseram “não” à imposição de mais medidas de austeridade.

Esta quarta-feira, o primeiro-ministro helénico deixou um recado aos membros do Syriza que discordam do acordo: “Os deputados que não concordam com o resgate devem abandonar o cargo”, disse Tsipras, em entrevista à rádio Sto Kokkino.

O líder grego reconhece que não pode exigir uma situação de unidade interna, e apela aos dissidentes para entenderem que sem um terceiro resgate o sistema financeiro grego colapsava. "Eu fiz o que meu coração estava a dizer para fazer. Se me levantasse e saísse, no mesmo dia as sucursais de bancos gregos no extrangeiro cairíam", afirmou.

Tsipras admitiu ainda um cenário de eleições antecipadas, caso perca a maioria parlamentar.

Segundo a porta-voz do Executivo helénico, o acordo com os credores poderá estar concluído antes de 20 de agosto, a fim do país poder respeitar os seus comprimissos financeiros.