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Rússia veta na ONU criação de tribunal para investigar queda do voo MH17

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JASON SZENES/ EPA

Avião despenhou-se há um ano na Ucrânia. Os separatistas pró-russos são acusados por vários países de terem abatido o avião da Malasya Airlines com um míssil fornecido por Moscovo

Como era esperado, a Rússia vetou esta quarta-feira uma resolução do Conselho de Segurança da ONU, para a criação de um tribunal internacional que investigasse a queda do Boeing malaio no leste da Ucrânia, que provocou a morte a quase 300 pessoas.

Onze dos 15 membros do Conselho de Segurança votaram a favor da resolução, que foi apresentada pela Austrália, Bélgica, Malásia, Holanda e Ucrânia. Angola, China e Venezuela abstiveram-se.

A resolução foi apoiada pelo Reino Unido, França e Estados Unidos, que acusam os separatistas pró-russos de terem abatido o avião da Malasya Airlines com um míssil fornecido pela Rússia.

Moscovo nega qualquer envolvimento e culpa, por seu turno, o Exército ucraniano. Esta quarta-feira, o embaixador russo Vitaly Churkin fez uma extensa defesa das ações da Rússia. “Qual é a base para se garantir a imparcialidade desta investigação?”, perguntou Churkin perante o conselho, apontando o dedo à “propaganda agressiva dos media”.

Dias antes do primeiro aniversário da tragédia ocorrida a 17 de julho do ano passado, um relatório elaborado por investigadores holandeses responsabilizou diretamente os rebeldes, sustentando que estes abateram o avião com um míssil terra-ar.

Por seu lado, o Presidente russo Vladimir Putin defendeu, na véspera do aniversário, que se deve concluir quanto antes a investigação do incidente, ao conversar por telefone com o primeiro-ministro holandês Mark Rutte.

Putin considera ainda “prematura e contraproducente” a possibilidade de se criar um tribunal internacional para julgar os culpados da queda do avião.