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Internacional

Governo birmanês liberta 7000 presos

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Preso abandona a prisão de Yangon assim que foi conhecida a amnistia

LYNN BO BO/EPA

Entre os amnistiados contam-se 153 madeireiros chineses condenados a pena perpétua e nove resposnáveis dos serviços secretos da Junta militar. Mas ainda não se sabe quantos presos políticos foram libertados.

Myanmar (antiga Birmânia) anunciou hoje um perdão presidencial para 6966 presos, dos quais 210 estrangeiros e 9 antigos oficiais dos serviços secretos birmaneses. Não se sabe ainda se os ativistas pró-democracia foram também amnistiados, mas confirma-se a libertação de 153 madeireiros chineses recentemente condenados a prisão perpétua.
A pouco mais de três meses de novas eleições democráticas, o Presidente Thein Sein dá seguimento à sua promessa de libertar todos os presos de consciência herdados da junta militar que governou o país durante mais de 60 anos. No entanto, existem ainda 158 detidos nas cadeias, segundo a Associação de Assistência aos Presos Políticos.

Tin Htut, genro do antigo primeiro-ministro e antigo chefe da secreta Khin Nyunt e o ex-brigadeiro Than Thun, estão entre os libertados. Quer responsáveis governamentais, quer ativistas dos Direitos Humanos, não sabem quantos presos políticos estão entre os amnistiados.

Angelina Jolie em Rangum

Angelina Jolie chegou na quarta-feira a Rangum para uma visita de quatro dias a convite da líder da oposição Aung San Suu Kyi. A embaixadora da boa vontade do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR) já foi recebida no Parlamento birmanês. Na sua agenda está previstas reuniões com com responsáveis por projetos humanitários e uma visita ao Estado de Arakan, onde vive a minoria muçulmana rohingya, perseguida pelas autoridades birmanesas.

Suu Kyi continua impedida de candidatar-se

Apesar de líder da Liga Nacional para a Democracia (LND), Aung San Suu Kyi ainda não pode concorrer às eleições de 8 novembro. Um artigo da Constituição em vigor proíbe que pessoas casadas ou com filhos estrangeiros concorram à Presidência. Determinação que os analistas consideram feita “à medida” de Suu Kyi, cujos os dois filhos são britânicos. Deputada desde 2012, a líder da LND esteve 15 anos em prisão domiciliária após o seu partido ter vencido as eleições de 1990 por mais de 80%. Resultados que não foram reconhecidos pelos militares da Junta no poder.