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Destroços encontrados em ilha do Índico devem ser do avião da Malaysia Airlines

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Polícias franceses examinam a peça com cerca de dois metros encontrada numa praia da ilha Reunião, no oceano Índico, perto de Madagascar, que tudo indica pertencer ao voo da Malaysia Airlines desaparecido desde março de 2014

Zinfos974 / Reuters

É muito provavel que o destroço, com cerca de dois metros de comprimento, encontrado na ilha francesa Reunião, no Oceano Índico, seja parte de uma asa do Boeing 777 da Malaysia Airlines, que desapareceu em março do ano passado com 239 pessoas a bordo

Sofia Miguel Rosa

Sofia Miguel Rosa

Jornalista infográfica

Há “99,9%” de certeza de que os destroços encontrados na quarta-feira numa praia da ilha francesa Reunião, no oceano Índico, serem de um Boeing 777, segundo análise dos mecânicos da companhia Air Austral que, conjuntamente com responsáveis militares franceses, analisaram o objeto com cerca de dois metros de comprimento que parece ser parte de uma asa do aparelho.

O vice-ministro dos Transportes da Malásia, Abdul Aziz Kaprawi, afirma que é cada vez mais provável que se trate de parte do MH370 da Malaysia Airlines, o Boeing 777 que desapareceu em março de 2014, com 239 pessoas a bordo.

“Quase de certeza que o flaperon é de um avião Boeing 777. O nosso investigador chefe aqui disse-me isso”, disse o governante, citado pela agência Reuters, referindo contudo que deverá demorar dois dias até a haver uma certeza. Os flaperons são parte do flaps, partes móveis das asas utilizadas descolagens e aterragens.

Antes, os responsáveis da companhia aérea afirmaram ser “prematuro” especular-se sobre se os destroços eram do aparelho malaio, antes das autoridades identificarem a sua origem. O MH370 é, contudo, o único aparelho deste modelo que desapareceu quando voava sobre um oceano.

Ao longo de meses foram levadas a cabo amplas operações de busca, lideradas pela Austrália, no oceano Índico. O avião desapareceu durante a noite, quando sobrevoava o Mar do Sul da China, depois de ter mudado de rota, quando se dirigia de Kuala Lumpur para Pequim. Das 239 pessoas que se encontravam no avião, 153 eram cidadãos chineses.

A ilha Reunião fica situada 600 quilómetros a leste de Madagáscar (ver mapa interativo). Especialistas oceanográficos consideram que os destroços podem terem sido levados pelo mar ao longo de milhares de quilómetros, desde o local da queda do aparelho até à ilha. As características do destroço devem ter contribuído para que este tenha flutuado.

Caso se confirme tratar-se de parte do avião, os investigadores vão tentar agora perceber o percurso efetuado até chegar àquele local, de modo a tentar-se descobrir o local da queda, onde podem estar as restantes partes do aparelho. Especialistas advertem, contudo, que é muito improvável que o consigam fazer.