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Tsipras perentório: “Não vamos além do acordo”

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FOTO REUTERS

O primeiro-ministro grego garante que o seu governo está bem ciente do acordo assinado a 12 de julho e sublinha que cabe a todos os membros do Syriza respeitá-lo: “Os deputados que não concordam com o resgate devem abandonar o cargo”

“Nós iremos implementar os compromissos assumidos, independentemente de concordamos ou não com eles. Nada além disso”. Foi desta forma taxativa que o primeiro-ministro grego garantiu esta quarta-feira, numa entrevista à rádio Sto Kokkino, que o governo que dirige está comprometido com as reformas que ficaram acordadas na cimeira da zona euro de 12 de julho. Mas frisou que o comprometimento se restringe apenas a essas medidas. “Não vamos além do acordo”, reforçou.

O governante recusa assim o repto lançado recentemente pela porta-voz da Comissão Europeia, que afirmou que o executivo helénico deveria avançar rapidamente com mais reformas para permitir o desembolso da ajuda financeira.

Na entrevista, Alexis Tsipras afirma que o seu governo está bem ciente do acordo assinado na cimeira de Bruxelas, sublinhando que cabe a todos os membros do seu partido respeitá-lo.

Sobre a falta de consenso interno, o líder do Syriza foi claro: “Os deputados que não concordam com o resgate devem abandonar o cargo”, conclui.

Tsipras critica ainda aqueles que no seu entender estão a “manipular” os resultados do referendo, defendendo que a vitória do “não” significou que os gregos não consideravam na altura positivo um acordo com os credores, não significando esse voto a vontade a favor da saída do país da zona euro.

O primeiro-ministro mostrou-se ainda confiante de que o país conseguirá obter um compromisso sobre a reestruturação da dívida no futuro, reiterando que isso será uma vitória para o Syriza .“O que é crucial é que consigamos um alívio da dívida, o que ocorrerá após a primeira revisão do programa, em novembro”, adiantou.

Sobre um eventual cenário de eleições antecipadas, Tsipras diz ser a “última pessoa a querer” esse cenário se "tivesse a maioria parlamentar assegurada para continuar até ao final do mandato de quatro anos". Admitiu, no entanto, que se essas circunstâncias não se verificarem o país terá que ir a eleições antecipadas.