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Líder terrorista paquistanês apanhado na armadilha que montou

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FAISAL KAREEM

Malik Ishaq, líder de um grupo terrorista paquistanês com ligações à Al-Qaeda detido desde sábado, ofereceu-se para guiar a polícia até a um esconderijo de armas e explosivos. Tudo não passou de uma emboscada montade pelo grupo. Ishaq não sobreviveu

Um tiroteio, esta quarta-feira de manhã, entre a polícia paquistanesa e elementos do Laskhar-e-Jhangvi resultou na morte do líder deste grupo com fortes ligações à Al-Qaeda.

Para além do líder e fundador, Malik Ishaq, foram mortos os seus dois filhos e um alto responsável da organização. No total, morreram 14 elementos do grupo terrorista no confronto com as forças policiais.

Como explicou o responsável pelo departamento de combate ao terrorismo da província do Punjab, Rai Tahir, o tiroteio aconteceu após Ishaq, que tinha sido preso no sábado, oferecer-se para mostrar à polícia um aterro, no qual estariam escondidos várias armas e explosivos.

Face a esta proposta “uma equipa especial foi organizada para visitar a área com o líder terrorista Malik Ishaq, os seu dois filhos e com um parceiro, Ghulam Rasool, para recolher os explosivos que estariam escondidos numa casa situada na área de Muzaffargh em Shah Wali”.

20 MILITANTES À ESPERA

Tudo indica que se tratou de uma emboscada preparada pelo grupo terrorista. Como explica Tahir, “quando as forças especiais chegaram ao local, foram atacadas por 20 militantes do Laskhar que tentaram libertar o líder do grupo e os restantes elementos”.

As autoridades paquistanesas regiram rapidamente, disparando sobre os militantes, não evitando ferimentos em seis policias.

Apesar de se tratar de uma emboscada, a casa estava efetivamente atolada de armas e 40 kilos de explosivos.

Não era a primeira vez que o líder do grupo terrorista estava preso. Ishaq passou 14 anos na prisão, tendo sido libertado em 2011, após pagar uma fiança. O seu nome constava da lista de terroristas elaborada pelos EUA. O Laskhar-e-Jhangvi é considerado responsável por centenas de mortes, maioritariamente em ataques contra os xiitas, mas também contra cristãos e outras minorias.