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Jane Birkin recusa ter um nome associado à Hermés

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Jane Birkin inspirou a casa Hermés a criar uma mala com bolsos

FRANCOIS GUILLOT/AFP/Getty Images

A atriz e cantora que inspirou a mala recusa ver o nome associado a uma marca que use peles verdadeiras. Para produzir uma Birkin são precisos três crocodilos

Custam pelo menos 5500 euros e para comprar uma é preciso esperar seis anos. No mínimo. Falamos da Birkin, a icónica mala da casa Hermés. Em breve deverá ser rebatizada visto que Jane Birkin - cantora e atriz britânica - exigiu, esta quarta-feira, que o seu nome fosse desassociado do modelo até que “melhores práticas” fossem implementadas no fabrico.

“Fui alertada para a cruéis práticas na matança de crocodilos para produzir a mala da Hermés com o meu nome. Pedi ao Grupo Hermés para renomear a Birkin até que sejam adotadas melhores práticas, que respondam às normas internacionais, na produção desta mala”, informou em comunicado Jane Birkin.

Ao tomar conhecimento das condições de tratamento dos crocodilos durante o processo de fabrico a artista britânica, de 68 anos, ordenou que a Hermés retire o seu apelido da mala. Segundo a o grupo de defesa dos animais PETA (People for the Ethical Treatment of Animals) são necessários três crocodilos para produzir apenas uma Birkin.

A mala em causa é uma das mais caras do mundo. Para além da pele de crocodilo, leva um fecho em ouro branco de 18 quilates e diamantes. A versão mais básica custa perto de seis mil euros mas facilmente pode ultrapassar a barreira dos 15 mil. O exemplar mais caro foi vendido em leilão por 200 mil euros, em Hong Kong, no mês passado.

TIMOTHY A. CLARY/AFP/Getty Images

Última chamada com destino a Londres

Em 1981, Jane Birkin estava de regresso a Londres. Durante a viagem de avião, as tralhas que a cantora trazia na sua mala caíram. Um homem desconhecido, que estava sentado a seu lado disse-lhe: “Deveria arranjar uma com bolsos”. Ao que Jane respondeu: “No dia em que a Hermés fizer uma mala com bolsos, compro uma”.

O desconhecido era afinal o CEO da Hermés, que naquele momento se comprometeu a fazer uma mala assim para oferecer a Jane Birkin. Uma vez desenhada, a marca não teve dúvidas sobre como batizá-la. Em 1984, a Birkin começou a ser comercializada.

“Fiquei muito honrada! Tornaram-se o sucesso que sabemos. Agora, quando vou cantar aos Estados Unidos da América perguntam-me sempre se o meu nome se escreve da mesma forma que o da mala”, contou Jane Birkin ao “Telegraph”, em 2012.