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Flórida. O mais jovem condenado por homicídio foi libertado

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Curtis Jones tinha apenas 12 anos quando ele e a sua irmã, de treze, foram condenados por terem morto uma mulher

Luís M. Faria

Jornalista

Um homem de 29 anos que tinha apenas 12 quando ele e a sua irmã mataram a namorada do pai foi ontem libertado na Flórida. Curtis Jones deixou a South Bay Correctional Facility às 7 da manhã, mais de década e meia após os acontecimentos que lhe roubaram a juventude. A sua irmã, Catherine, deverá ser libertada no sábado.

Em 1999, as duas crianças decidiram assassinar os familiares para terminar com os abusos de que seriam vítimas. Já meses antes houvera queixas às quais tinha sido dada alguma credibilidade, mas os próximos de Curtis e Catherine recusaram acreditar nelas.

Os meninos falavam em abusos cometidos por um parente que vivia com eles, e já tinha cadastro. A menina, em particular, descrevia atos horríveis. Mas perante a incapacidade de se fazer crer, ela e o irmão terão decidido que não lhe restava outra saída.

Ambos prepararam o crime, mas o autor dos disparos acabou por ser Curtis. O objectivo era matar os três adultos que viviam com eles, mas apenas Sonya Speghts acabou por ter esse destino. Após a balearem, os dois irmãos entraram em pânico e fugiram.

Há tempos foram revelados documentos que mostram como os serviços de proteção infantil tinham conhecimento prévio da situação de abuso. Porém, na altura em que as crianças foram a tribunal, isso não apareceu, e elas, tendo admitido o crime, foram condenadas a 18 anos de cadeia.