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Treze cadávares a bordo de um barco com centenas de migrantes

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J.J. Massey/EPA

Os corpos das vítimas foram encontrados dentro de uma embarcação com 522 passageiros ao largo da Líbia. Autoridades italianas tiveram uma segunda-feira muito intensa, tendo assistido 1800 pessoas

Não param de chegar mais migrantes à costa italiana. Esta segunda-feira foram resgatadas mais cerca de 1800 pessoas e encontrados 13 corpos no âmbito de cinco operações efetuadas no mar Mediterrâneo.

“Coordenámos cinco intervenções distintas, dentro do quadro da operação europeia Triton, e recuperámos no total 1810 migrantes, além de termos contabilizado 13 cadávares”, declarou um porta-voz da Guarda costeira italiana, citado pela AFP.

O corpos foram encontrados a bordo de uma das embarcações - onde seguiam 522 passageiros -, que foi intercetada por um navio militar irlandês entre o mar italiano, na Sicília, e o mar da África do Norte, na costa líbia, numa operação que contou com a coordenação do Centro nacional de Socorro da Guarda Costeira italiana. Um barco dos Médicos Sem Fronteiras e uma patrulha da Marinha sueca ajudaram na operação de resgate, segundo o jornal “Corriere della Sera”.

São ainda desconhecidas as causas das mortes, mas já foi aberto um inquérito pelas autoridades.

Os migrantes recuperados - entre homens, mulheres e crianças - estão ser transportados para vários portos italianos.

Desde o início do ano até 10 de julho, mais de 150 mil migrantes chegaram à Europa por via marítima, através da Itália ou da Grécia, de acordo com a Organização Internacional para as Migrações (OIM). Desse total e segundo a mesma fonte, durante a travessia do Mediterrâneo cerca de 19 mil pessoas ter-se-ão afogado.

A missão europeia Triton foi lançada em outubro passado, em substituição da operação italiana Mare Nostrum, na sequência de vários acidentes com barcos de migrantes no Mediterrâneo.